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26 de fevereiro de 2012

A obesidade e outras perturbações alimentares

domingo, fevereiro 26, 2012
Os aspectos psicológicos podem desempenhar, no processo que conduz à obesidade, um papel tão importante como os critérios que mencionamos nos anteriores artigos. Por isso, é preciso tê-los em conta ao definir o tratamento.
A falta de auto-estima ou de disciplina são apenas alguns dos motivos que dificultam a perda de peso. Os factores psicológicos estão na origem de perturbações alimentares como o comportamento de restrição/compulsão. Neste caso, o recurso a medicamentos ou a dietas objectivas nem sempre é a melhor opção.

Existem também outras verdadeiras doenças do comportamento alimentares, como a bulimia e a anorexia.
A bulimia manifesta-se, com maior frequência, nas adolescentes. Caracteriza-se pela ingestão compulsiva de uma grande quantidade de  alimentos. Na maioria das vezes, trata-se de crises que correspondem a fases de ansiedade, seguidas de medo de não conseguir parar. Para não engordarem, muitos bulimicos acabam por provocar o vómito ou recorrer a laxantes e a diuréticos. A única forma de vencerem esta doença e de se reconciliarem consigo próprios passa pelo apoio psicológico e por uma profunda mudança do comportamento alimentar. Nada disto é fácil.
A anorexia afeta mais as mulheres jovens e caracteriza-se  por um medo extremo de se ficar obeso, mesmo quando se está muito abaixo do peso recomendado. Os anoréticos têm uma imagem distorcida do seu próprio corpo e uma baixa autoestima. No subgrupo da anorexia bulimica, os doentes obrigam-se a vomitar e abusam dos medicamentos diuréticos, laxativos e anorexígenos (inibidores de apetite). Isso pode provocar uma redução considerável da massa muscular, perturbações da função cardíaca, anemias e, em casos extremos, a morte por caquexia (perturbação profunda de todas as funções orgânicas).

Tanto na bulimia como na anorexia, o tratamento tem que ser simultaneamente psicoterapêutico e dietético. A cura só se obtém com muita paciência. Até porque alguns doentes recusam, obstinadamente, reconhecer a gravidade do seu estado. A hospitalização torna-se necessária quando a subnutrição atinge valores dramáticos e põe a vida em perigo. O apoio da família e das pessoas mais próxima é fundamental. Se suspeitar de que uma pessoa sobre de anorexia ou de bulimia, aconselhe-se com o médico de família ou recorra a um psicólogo ou até mesmo ao hospital mais  próximo, onde será encaminhado para o serviço adequado.


21 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - Os hábitos alimentares

terça-feira, fevereiro 21, 2012
A par das causas que analisamos no artigo anterior, existem factores externos capazes de conduzir à obesidade: comer em excesso, ingerir bebidas alcoólicas em demasia, ter uma alimentação desequilibrada, não fazer exercício físico, entre outros.

A gordura forma-se a partir dos alimentos. Na vida de uma pessoa obesa, houve forçosamente um momento em que a quantidade de comida ingerida foi superior à energia queimada pelo organismo.
Basta um excesso de 200 quilocalorias por dia, todos os dias, para provocar um aumento de sete quilos por ano. Um acréscimo calórico que corresponde, por exemplo, a 50 gramas de pão e 10 gramas de manteiga.
Há muitas razões para comer demasiado. A criança que os pais querem ver rechonchuda, o adolescente que encontra na comida uma compensação afectiva, o adulto que antevê nos prazeres da mesa satisfações que não tem noutros aspectos da vida são três exemplos. Estas atitudes desestabilizam o centro regulador do apetite. Uma vez enraizados os maus hábitos, é difícil acabar com eles.

Comer demais é uma causa possível de obesidade, mas alimentar-se mal, por gulodice, desleixo ou ignorância, também o é. Depois de analisar os hábitos alimentares, conclui-se que muitos obesos que não comem tanto quanto se supõe. Alguns até ingerem menos comida do que certas pessoas magras. O problema está, em regra geral, nos erros alimentares: demasiadas gorduras e açúcar, poucas proteínas ou fibras, e uma má repartição das refeições ao longo do dia.

Mude a sua alimentação!
Seja qual for o grau de obesidade, esta nasce da conjugação da predisposição interna com as tentações externas. Em proporções maiores ou menores, ambos os factores estão sempre presentes. É impossível engordar se não existir uma predisposição metabólica. De igual modo, não é normal ganhar peso sem uma alimentação excessiva.
Nestas condições, a perda de peso deve começar por um restabelecimento do metabolismo e por uma mudança de hábitos. Isso exige um esforço árduo e constante. A desregulação que culminou nos quilos a mais levou meses ou anos a desenvolver-se. É necessário muito tempo para percorrer o caminho inverso. Não acredite em pílulas milagrosas nem em vendedores de cápsulas extraordinárias. O conhecimento objectivo, o bom senso e a determinação são as melhores garantias de sucesso.

19 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - A tendência

domingo, fevereiro 19, 2012
Não há duvida de que algumas pessoas têm tendência para engordar. Os principais responsáveis responsáveis são os factores hereditários: certos estudos genéticos identificaram um conjunto de genes que podem predispor para a obesidade. Porém, é necessário distinguir entre a verdadeira hereditariedade e as tradições psicodietéticas familiares, isto é, os hábitos alimentares em casa.
Nas famílias de obesos, come-se mais. Ora, as células adiposas formam-se durante a infância. Quanto mais uma criança come, maior quantidade dessas células origina. Mais tarde, elas estarão presentes e prontas para armazenar gordura.
A retenção de líquidos é um factor muitas vezes invocado pelas mulheres. O ciclo menstrual influencia a quantidade de liquido retido pelo corpo, mas apenas de forma temporária, imediatamente antes da menstruação. Portanto, durante esses dias, é normal que a dieta não faça qualquer progresso. Em nenhuma situação se deve diminuir a ingestão de líquidos, sobretudo de água, indispensável à eliminação dos produtos do catabolismo. Chamamos assim ao conjunto de reacções que degradam substâncias complexas para originar outras mais simples. Pelo contrário, o processo de formação de moléculas complexas a partir de moléculas simples designa-se por anabolismo.

Outras explicações para a obesidade baseiam-se em perturbações nervosas que modificam o ritmo de absorção e de utilização dos alimentos. Neste caso, a obesidade resultaria de uma tendência do organismo para acumular gorduras, sem nunca as utilizar como reserva.

Tal como acabamos de ver, as causas são múltiplas e as explicações não são unânimes. Apesar de existirem factores hereditários na obesidade, isso não significa que todos os filhos de obesos estejam condenados a esta doença. Contudo, é certo que devem ter muito mais cuidado do que as outras pessoas.

15 de fevereiro de 2012

A obesidade

quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Trata-se de uma doença e, como tal, é perigosa para a saúde. Pode afectar física e psicologicamente as pessoas que dela sofrem. Para simplificar, diremos que o aumento de volume do tecido adiposo se deve a fatores internos e externos. Os primeiros correspondem à famosa "tendência para engordar". A alimentação excessiva faz parte dos segundos.
Ambos os factores andam a par, mas um pode prevalecer sobre o outro. Nesses casos, fala-se de obesidade orgânica ou de obesidade alimentar.
Existem muitas ideias feitas sobre a doença. Por exemplo, é frequente ouvir-se afirmações como:
  • "a gravidez faz engordar e alguns medicamentos também";
  • "um desgosto de amor, um choque afectivo ou uma operação cirúrgica podem provocar um aumento de peso";
  • "a puberdade, a menopausa ou o casamento são períodos críticos, em que facilmente se ganham alguns quilos";
  • "deixar de praticar desporto ou de fumar engorda";
  • "nascer numa familia de obesos é estar condenado à obesidade".
Decerto, nenhuma destas expressões e/ou crenças populares lhe é desconhecida. provavelmente, não só as ouviu como já as repetiu. Algumas são falsas, outras verdadeiras e as restantes estão algures entre os dois pólos.

Nos seguintes artigos iremos falar detalhadamente de cada causa, esteja atento.

12 de fevereiro de 2012

A silhueta ideal

domingo, fevereiro 12, 2012
A alteração das proporções do corpo é, frequentemente, uma das consequências do aumento excessivo de peso. Aliás, uma pessoa que está mais ou menos satisfeita com o seu peso pode não o estar com a silhueta. Nesta caso, perder três ou quatro quilos não altera nada. Mais vale uma elegância musculada e firme do que uma magreza flácida e mole.
Quando se tenta emagrecer de acordo com os padrões de beleza das revistas de moda, pode-se atingir uma situação de desequilíbrio alimentar: faltam nutrientes indispensáveis, os músculos definham, a pele seca. Ou seja, fica-se menos atraente! É necessário ser-se razoável e aceitar o corpo, mesmo que não seja perfeito. O peso ideal é aquele com que nos sentimos em forma.

Há alguns anos, uma associação de consumidores do Reino Unido tentou descobrir a silhueta que as pessoas desejam ter. Interrogou 1600 indivíduos residentes naquele país entre os 16 e os 65 anos. Para isso, utilizou dois métodos. O primeiro pretendia descobrir as medidas cobiçadas. Para isso, perguntava-se aos inquiridos quais eram as suas medidas reais e, em seguida, era-lhes pedido para imaginarem as ideais.
As mulheres sonhavam com 91 centímetros para o busto, 66 centímetros para a cintura e 91 centímetros para as ancas. Em contrapartida, entre os homens nenhuma combinação foi particularmente popular.
O segundo método consistiu em apresentar duas séries de 12 fotografias, sendo uma masculina e uma feminina. Em cada um delas, o leque de escolha era suficiente para interessar à maioria. A silhueta masculina preferida foi a do homem musculado. A feminina foi a de perfil equilibrado e com a cintura bem marcada.

A clara unanimidade resulta, sem sombra de dúvida, mais de critérios estéticos do que médicos. A publicidade e a moda contribuem substancialmente para popularizar estes padrões, embora estes nem sempre sejam sinal de boa forma ou de saúde. Por isso, é importante distinguir a necessidade estética de emagrecer do seu verdadeiro motivo médico, a obesidade.

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