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17 de junho de 2015

O que é uma Conjuntivite?

quarta-feira, junho 17, 2015

O que é a conjuntivite?
A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A conjuntiva é uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, a conjuntivite ataca os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. A conjuntivite pode ser aguda ou crônica, e pode, ainda, afetar apenas um dos olhos ou os dois.

Mas, geralmente compromete os dois olhos, não necessariamente ao mesmo tempo, sendo o contágio feito pelo contacto direto com a pessoa doente ou objetos contaminados. Esta contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e autocarros.

A conjuntivite viral é altamente contagiosa, frequente no verão, e apesar de não ser grave provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não se transforme em epidemia. 

Há casos em que uma hemorragia subconjuntival pode ser confundida com conjuntivite. Esta hemorragia deixa os olhos vermelhos devido ao rompimento de vasos sanguíneos por traumatismo ou mudança de pressão no interior da cabeça (por stress, choque ou esforço físico, por exemplo). Apesar do aspeto, geralmente esta hemorragia é inofensiva e desaparece por si.

Que tipos de conjuntivite existem?
Conjuntivite infeciosa
É transmitida por vírus (mais frequente) ou bactérias e pode ser contagiosa. Nestes casos, a contaminação dá-se pelo ar, especialmente em ambientes fechados, pelo uso de objetos contaminados, contacto direto com pessoas contaminadas e até mesmo pela água da piscina.
Existem diferenças entre os vírus, sendo que alguns se mostram mais agressivos e provocam grande desconforto ao paciente. A doença pode apresentar-se na forma aguda ou crônica e os sintomas são: olho vermelho, comichão, olho a lacrimejar, sensibilidade à luz e secreção branca ou amarelada. Também podem ocorrer febre, dor de garganta e dores pelo corpo e, normalmente, a pessoa acorda com os olhos grudados devido à secreção. Este tipo de conjuntivite requer alguns cuidados especiais que podem evitar a transmissão. 

Conjuntivite viral 
Geralmente é causada por um adenovírus, mas também pode ser transmitida por enterovírus. É muito comum em escolas, local de trabalho, consultórios médicos, ou seja, todo o local fechado, com contato íntimo entre pessoas. O diagnóstico é realizado pelas características clínicas. O tratamento consiste na utilização de compressas frias, vasoconstritor tópico e lágrimas artificiais. A propagação do vírus dura até 14 dias após o início dos sintomas. 

Conjuntivite bacteriana
Caracteriza-se por ser purulenta. Geralmente são causadas por Streptococcus pneumoniae,Staphylococcus aureus e Haemophilus influenzae. Estes tipos são tratados com antibióticos tópicos de espectro ampliado.

Conjuntivite gonocócica
É causada por Neisseria gonorrhoeae que é sexualmente transmissível. Pode ser transmitida na hora do parto, mas é rara pois costuma-se aplicar uma gota de nitrato de prata 1% no saco conjuntival. É tratada com antibióticos sistêmicos e oculares. Não tratada, a infeção gonocócica pode penetrar o olho íntegro e destruí-lo. 

Conjuntivite de inclusão
É causada por Chlamydia trachomatis sorotipo D-K, pertencente ao trato genital do adulto. Possui uma duração maior e acomete geralmente jovens sexualmente ativos. Trata-se com azitromicina ou doxiciclina. É uma doença conhecida como tracoma.

Conjuntivite fúngica
É mais rara de ocorrer. Geralmente acontece quando uma pessoa é acidentada com madeira nos olhos ou utiliza lentes de contato. 

Conjuntivite alérgica
Geralmente ocorre nos dois olhos e em pessoas predispostas à alergia (que já têm rinite, bronquite e/ou outras atopias). Não é contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra e nem de um olho para o outro, mesmo que em alguns casos se apresente antes num olho e depois no outro. Entre as conjuntivites alérgicas os sintomas são a comichão nos olhos e/ou pálpebras, olhos vermelhos, e secreção (geralmente pegajosa e clara). Pode haver períodos de melhora e reincidência. Nestes casos, é importante que a causa da conjuntivite seja encontrada, pois esta pode variar de pessoa para pessoa. É benigna por não envolver a córnea. Ocorre geralmente em regiões de clima mais frio. O alérgeno mais comum é o pólen. São tratadas com anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos. 

Conjuntivite papilar gigante 
É causada, sobretudo, por uso de lentes de contato. 

Conjuntivite tóxica
Este tipo de conjuntivite é causado pelo contacto direto com o agente tóxico. Em alguns casos, este tipo de conjuntivite ocorre em recém-nascidos devido ao uso obrigatório do colírio (Nitrato de prata 1%) no momento do nascimento. O sintoma é ter o olho (ou olhos) vermelhos e irritados.
Entre as substâncias mais comuns que causam a conjuntivite tóxica podemos citar alguns produtos de limpeza, fumo de cigarro e poluentes industriais.
A pessoa com conjuntivite tóxica deve afastar-se do agente causador e lavar os olhos com água abundante. 

Podemos ter, no geral, sintomas como estes:
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • Pálpebras inchadas;
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
  • Secreções;
  • Coceira constante nos olhos.
Podemos controlar e prevenir com estas medidas:
  • Não use maquilhagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
  • Evite partilhar toalhas de rosto.
  • Lave as mãos com frequência e não as coloque nos olhos.
  • Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção
  • Se você trabalha com produtos químicos, não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).
  • Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

16 de junho de 2015

Como tratar uma infecção urinária?

terça-feira, junho 16, 2015

A Infecção do Trato Urinário (ITU), conhecida popularmente como infecção urinária, é um quadro infeccioso que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é mais comum na parte inferior do trato urinário, do qual fazem parte a bexiga e a uretra.

É uma infecção que afecta os órgãos que produzem a urina e que a transportam para fora do corpo. Estas estruturas incluem os rins, os ureteros (os tubos longos e finos que ligam os rins à bexiga), a bexiga e a uretra. Os médicos dividem frequentemente as infecções urinárias em dois tipos: as infecções urinárias baixas e as infecções urinárias altas.

Infecções urinárias baixas — A infecção da bexiga é denominada cistite. As bactérias normalmente encontradas no intestino constituem a causa principal de infecção urinária baixa. Estas bactérias disseminam-se a partir do ânus para a uretra e ascendem para a bexiga, onde proliferam e causam infecção.

Infecções urinárias altas — Estas infecções envolvem os rins e são denominadas pielonefrites. As infecções urinárias altas geralmente ocorrem devido à deslocação de bactérias da bexiga para o rim. Noutros casos, as pielonefrites ocorrem quando bactérias que têm origem noutras áreas do corpo chegam ao rim através da circulação sanguínea.
As mulheres têm infecções urinárias muito mais frequentemente do que os homens, uma vez que as mulheres têm uretras mais curtas que permitem a passagem de bactérias para a bexiga com relativa facilidade. As relações sexuais podem facilitar a disseminação das bactérias para a bexiga. Além disso, a utilização de diafragmas contraceptivos e de espermicidas pode modificar o meio ambiente bacteriano em redor da uretra e facilitar a ocorrência de infecções.

Nas grávidas, as modificações temporárias na fisiologia e na anatomia do aparelho urinário tornam as mulheres mais susceptíveis à ocorrência de cistites e de pielonefrites. As infecções do rim e da bexiga podem consequências graves tanto para a grávida como para o feto, uma vez que aumentam o risco de contracções ou de parto prematuro e, por vezes, de morte do feto ou do recém-nascido.

Causas
A infecção urinária ocorre quando uma bactéria entra no sistema urinário por meio da uretra e começa a multiplicar-se na bexiga. O trato urinário costuma expelir esses organismos estranhos do corpo, mas algumas vezes essas defesas falham e a bactéria em questão passa a crescer dentro do trato urinário, dando início a uma infecção. As causas variam de acordo com o local onde há infecção. Os tipos mais comuns de infecção urinária são a cistite e a uretrite, que acometem a bexiga e a uretra, respectivamente.

Fatores de risco
Infecções urinárias são mais comuns em pessoas cuja uretra é menor, como no caso do sistema reprodutor feminino, ou seja, o caminho que a bactéria precisa percorrer para chegar até a bexiga é menor 
Ter vida sexualmente ativa facilita a infecção urinária, especialmente as vaginais 
O uso de alguns tipos de contraceptivos, como espermicidas, também pode ser considerado um fator de risco 
Após a menopausa, as infecções urinárias podem acontecer com mais frequência do que antes, uma vez que a baixa quantidade de estrogênio causa mudanças no trato urinário de modo a deixá-lo mais vulnerável à ação de bactérias 
Apresentar algum tipo de bloqueio no trato urinário, como pedra nos rins e aumento da próstata, também são fatores de risco 
Ter o sistema imunológico suprimido impede que as defesas do corpo atuem propriamente, facilitando a entrada de bactérias que causam infecções 
O uso de cateter para urinar também aumenta os riscos de infecção. 

O diagnóstico da infecção urinária é realizado em consultório pela escuta das queixas do paciente e pelo exame físico realizado em consultório. A comprovação da infecção é realizada pelo exame de urina e determinação da quantidade de bactérias presentes na amostra coletada. Se o resultado for superior a 100 mil bactérias por mililitro é diagnosticada a infecção urinária. O tipo de bactéria causadora da infecção e o antibiótico apropriado para o tratamento são determinados pela cultura de urina (urocultura).

Para prevenir a infecção urinária recomendam-se algumas medidas a serem realizadas no dia-a-dia, como:
  • Ingestão de líquidos em grande quantidade;
  • Não reter urina;
  • Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação;
  • Micção antes e após relação sexual; 
  • Estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação hormonal; 
  • Evitar o uso do diafragma e espermicidas; 
  • Tratamento adequado do diabetes mellitus. 
Como evitar uma infeção urinária?
Em alguns casos a infecção torna-se recorrente e conviver com esse problema não é nada fácil. Alguns fatores aumentam as chances da doença reaparecer, como o diabetes, retenção urinária, uso de sondas inseridas no trato urinário, incontinência fecal e urinária, cálculos renais e gravidez.

Para evitar que a infecção urinária se torne uma doença recorrente o ideal é fazer um acompanhamento médico a fim de tratar causas que predisponham seu surgimento, beber bastante água e evitar a retenção urinária além de se lembrar de urinar após as relações sexuais.

15 de junho de 2015

O que é apendicite?

segunda-feira, junho 15, 2015

A apendicite é a inflamação do apêndice - uma pequena bolsa, um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso, que, apesar de não ter utilidade significativa para o organismo, é capaz de causar dores abdominais fortíssimas quando inflama.
A dor no apêndice, na maioria dos casos, ocorre por obstrução da luz dessa pequena saliência do ceco pela retenção de materiais diversos com restos fecais. Ocorre no lado direito do abdominal, perto do osso do quadril.
É uma doença extremamente comum, que acomete cerca de 7% da população, o que a torna uma das principais emergências médicas em todo o mundo. A apendicite geralmente surge entre os 10 e 30 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, apesar de ser rara nas crianças com menos de 2 anos.

No que toca aos sintomas, estes variam, dependendo da idade e da posição do apêndice. Crianças e mulheres grávidas podem sentir dores em locais diferentes aos de pessoas adultas, por exemplo. Pode ser difícil de diagnosticar em crianças menores, em idosos e em mulheres em idade reprodutiva, já que, nesses casos, ela pode ser confundida com outros problemas.
Geralmente, o primeiro sintoma é de dor em volta do umbigo. A dor pode ser fraca no início, mas se torna cada vez mais aguda e grave. Esta dor pode trazer apetite reduzido, náusea, vômitos e uma febre baixa.
À medida que aumenta a inflamação no apêndice, num processo que varia de 12 a 18 horas, a dor tende a mover-se para baixo e à direita – local diretamente acima do apêndice, também chamado ponto de McBurney.
Se o apêndice se rompe, a dor pode desaparecer por um breve período e a pessoa, em questão, sente-se melhor repentinamente. No entanto, uma vez que o revestimento da cavidade abdominal fica inflamada e infectada (uma condição chamada peritonite), a dor piora e a pessoa acaba por ficar mais doente.
A dor abdominal pode ser pior quando se caminha ou tosse.

Sintomas posteriores incluem: 
  • Calafrios
  • Constipação 
  • Diarreia
  • Febre baixa de 37,5ºC a 38ºC 
  • Perda de apetite 
  • Náusea
  • Tremores
  • Vômitos 
  • Dor abdominal 
  • Colapso do intestino 
  • Enrijecimento da parede do abdómen 
  • Prisão do ventre 
  • Enjoos 
  • Leucocitose 
As causas da apendicite não são sempre claras, mas algumas situações são conhecidas por levar à inflamação no apêndice, tais como:
  • Obstrução por gordura ou fezes
  • Infecção, como a gastrointestinal causada por vírus.
Em ambos os casos, uma bactéria presente naturalmente dentro do apêndice começa a multiplicar-se rapidamente, causando a inflamação e o inchaço do apêndice, que fica também cheio de pus. Se não for tratada prontamente, a apendicite pode causar o rompimento do apêndice.

Para se tratar esta doença, geralmente, é feita uma cirurgia para retirar o apêndice inflamado. Como não há nenhuma utilidade comprovada para o apêndice, não há problema em retirá-lo sem colocar outro no lugar. Se tiver um caso sem complicações, um cirurgião normalmente removerá o seu apêndice logo após o diagnóstico feito pelo seu médico. Essa cirurgia é conhecida como apendicectomia.

A recuperação depois da operação:
  • Recuperação de horas, dias ou até semanas;
  • Medicação para administrar a dor pós retirada do apêndice;
  • Muitos líquidos no dia seguinte à cirurgia,
  • Atividades desportivas são liberadas após 3 meses do procedimento.
O apêndice tem alguma função?
É difícil ver alguma função na pequena extensão do intestino grosso conhecida como apêndice. Ele pode inflamar com relativa facilidade, causando uma dor de arrepiar os cabelos. E, quando isso acontece, o único tratamento é a sua retirada cirúrgica.

Como sem o apêndice as pessoas vivem muito bem, imaginou-se por muito tempo que ele era mesmo inútil – seria apenas algo que foi importante para os nossos ancestrais, mas que perdeu a função ao longo da evolução, como o dente do siso. Não passaria de uma sobra da época em que éramos herbívoros e precisávamos de um intestino maior. Estudos mais recentes têm mostrado, no entanto, que o apêndice se mantém bastante funcional. De acordo com um trabalho da Universidade Duke, nos EUA, o apêndice é uma espécie de abrigo para bactérias que auxiliam no funcionamento do sistema digestivo. Em artigo na revista científica Journal of Theoretical Biology, os pesquisadores da Duke sugeriram que a estrutura promove a proliferação de bactérias da flora intestinal (o “jardim” de microrganismos que vivem no nosso trato digestivo), ajudando a repovoar o órgão após a ocorrência de uma infecção.

Curiosidades:
Médicos e pesquisadores comprovaram que roer unhas faz mal à saúde. O perigo de roer as unhas esta no facto de que a cutícula, pele que nos protege contra agentes externos, pode ser removida no ato, deixando suscetíveis à ação de vírus e bactérias.

Para aquelas pessoas que para além de roer, também engolem as unhas, o resultado é ainda mais grave, tais como problemas gastrointestinais, como esofagite infeciosa, gastrite, enterocolite por infeção por microrganismos, verminoses e até apendicite.

10 de junho de 2015

Alimentos que ajudam a manter uma visão saudável‏

quarta-feira, junho 10, 2015

Hoje em dia pesquisa-se muito sobre alimentação e visão, sendo que cada vez mais observamos a importância de nos alimentarmos adequadamente para termos olhos saudáveis. Antigamente, os nossos avós costumavam dizer que deveríamos comer cenouras porque são boas para os olhos e, conforme vamos comprovar, confirmamos que eles estão sempre certos.

Como sabemos, os olhos são órgãos sensíveis, que sofrem muito com o chamado stress oxidativo - uma consequência do excesso de radicais livres em determinado órgão, que pode causar o envelhecimento precoce das células. O stress oxidativo ocular acontece por diversos fatores, como a exposição excessiva aos raios solares, devido à alta taxa de consumo relativo de oxigênio e devida a alta concentração de ácidos graxos poli saturados, substâncias que participam da estrutura das células que captam a luz e ajudam a formar a visão ( os chamados fotorreceptores).

Por isso, é importante manter bons hábitos para prevenir esse processo. Portanto é importante uma ingestão adequada de suplementação dos nutrientes necessários à saúde ocular, tais como as vitaminas, minerais, antioxidantes e ácidos graxos.

Assim deve comer-se/ingerir-se:
  • Vitamina A, B, E, B2
  • Carotenoides (luteína; zeaxantina; betacaroteno)
  • Espinafres
  • Brócolos
  • Couve
  • Milho
  • Ovos
  • Laranja
  • Cenoura
  • Goiaba
  • Kiwi
  • Morango
  • Goji Berry
  • Caju
  • Pimentos
  • Couve de Bruxelas
  • Leite
  • Queijo
  • Iogurte
  • Carne de Fígado
  • Chás
  • Carnes Vermelhas
  • Ostras
  • Sementes de Abóbora
  • Sementes de Girassol
  • Leguminosas
  • Feijão
  • Amendoim
  • Carne de Porco cozida
  • Castanha de caju
  • Cacau
  • Aveia
  • Alimentos com ómega 3
  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Manteiga
  • Frutas
  • Alho
  • Cebola
  • Sementes de Linhaça
  • Azeite
A visão é um dos cinco sentidos do corpo humano. Com o passar dos anos, acaba por ficar desgastada de forma natural com o envelhecimento. E com cuidados bem simples, podemos retardar alguns problemas e fortalecer de forma saudável as janelas da alma. 

Por isso, já está mais do que divulgado que ter uma alimentação saudável nos ajuda a ter uma vida equilibrada, e os nossos órgãos funcionam em melhores condições. Aliados aos exercícios oculares, alguns alimentos ajudam a manter a nossa visão saudável.

Fora a alimentação, existem ainda mais três dicas que ajudam a ter uma visão saudável:
  • Abandonar o vício do tabaco, pois o fumo compromete a circulação sanguínea do corpo, afetando também, os vasos sanguíneos dos olhos, além de reduzir o número de antioxidantes. Fumar causa malefícios para a visão em qualquer fase da vida, no entanto, é na terceira idade que os piores reflexos podem aparecer. O vício colabora para o surgimento de doenças como o glaucoma, a catarata e a degeneração macular.
  • Não usar excessivamente os computadores, porque o uso abusivo do computador pode provocar a síndrome do olho seco. Por isso, faça pausas regulares de 5 a 10 minutos a cada duas horas e aproveite o tempo para piscar inúmeras vezes além de relaxar.
  • Proteger os olhos da radiação solar, pois proteger os olhos da ação dos raios UV é tão importante quanto proteger a pele. A radiação solar é capaz de causar traumas na visão, por isso, é preciso ter em mente a importância de usar óculos escuros em dias de sol intenso.

7 de junho de 2015

Alimentos que ajudam a prevenir o Alzheimer

domingo, junho 07, 2015
O que é o Alzheimer?
O Alzheimer é uma disfunção que afeta principalmente idosos, causando perda gradativa da memória e alterações comportamentais importantes. Os índices de casos da doença têm crescido no mundo todo, o que preocupa muito os profissionais de saúde (hoje já existem mais de 15 milhões de casos em todo o mundo).
É uma doença do cérebro (morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro), progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes. 

Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados. É uma doença muito relacionada com a idade, afetando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
A causa da doença de Alzheimer ainda não está determinada, mas já se sabe que ela pode ter relação com: fatores genéticos, deficiências nutricionais, aumento de homocisteína sérica, intoxicação por metais pesados ou alterações hormonais.
No entanto, é aceite pela comunidade científica que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não seja necessariamente hereditária. Isto é, não implica que se transmita entre familiares, nomeadamente de pais para filhos.

Que alimentos ajudam a prevenir o Alzheimer?
Estudos recentes mostram que a alimentação tem um papel importante, tanto no tratamento quanto na prevenção da Doença de Alzheimer.
Apresento alguns exemplos:
  • Guaraná
  • Fontes de Omega 3
  • Frutas, Verduras e Legumes
  • Fontes de Vitamina E
  • Alimentos ricos em antioxidantes
  • Chocolate
  • Chá Verde
  • Fontes de Vitamina C
  • Curcuma (alimento que atribui ao caril a sua cor amarela)
  • Cafeína
  • Casca de Romã
  • Castanhas, Nozes e Amêndoas
  • Azeite de Oliva
  • Consumo de álcool moderado
Muitos estudos demonstram também que não é apenas a Alimentação que pode prevenir o Alzheimer mas sim vários métodos, tais como:
  • Estimular o Cérebro
  • Fazer exercícios regularmente
  • Adotar uma dieta saudável
  • Beber uma taça de vinho tinto por dia
  • Dormir 8 horas por noite
  • Manter a pressão arterial controlada
  • Relaxar para que não se acumule stress.
Como se faz o diagnóstico?
Não há nenhum exame que permita diagnosticar, de modo inquestionável, a doença. A única forma de o fazer é examinando o tecido cerebral obtido por uma biopsia. Assim, o diagnóstico da doença de Alzheimer faz-se pela exclusão de outras causas de demência, pela análise do historial do paciente, por análises ao sangue, tomografia ou ressonância, entre outros exames.

Existem também alguns marcadores, identificados a partir de exame ao sangue, cujos resultados podem indicar probabilidades de o paciente vir a ter a doença de Alzheimer.

Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?
Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados em frente a um espelho.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.

Qual é o tratamento adequado?
A doença de Alzheimer não tem cura e, no seu tratamento, há que atender a duas variáveis: 
  • Ao tratamento dos aspetos comportamentais. 
Nesta vertente, além da medicação, convém também contar com orientação de diferentes profissionais de saúde; 
  • Ao tratamento dos desequilíbrios químicos que ocorrem no cérebro. 
Há medicação que ajuda a corrigir esses desequilíbrios e que é mais eficaz na fase inicial da doença, mas, infelizmente, tem efeito temporário. Por enquanto, não há ainda medicação que impeça a doença de continuar a progredir.

28 de maio de 2015

Como Aliviar a dor de garganta?

quinta-feira, maio 28, 2015
Basta chegar o inverno para as doenças típicas da estação começarem a aparecer, como é o caso da gripe, faringite, laringite e até o resfriado. Estes são alguns problemas mas que têm um sintoma comum e muito incômodo - a dor de garganta. Seja uma dor aguda ou a garganta arranhada, essas sensações indicam que há algo de errado e tem uma doença a instalar-se. Por ser um sintoma comum e bastante doloroso, a dor de garganta tem alguns velhos companheiros, conhecidos pela sua efetividade no tratamento e cura das doenças. Entretanto, esses truques dão apenas um alívio para a garganta, sem influenciar no tratamento da inflamação ou outra condição existente. 

Num grande número de casos, a origem da dor de garganta está em infeções virais ou bacterianas, sendo manifestações típicas de gripes e constipações. Outras causas e/ou fatores agravantes possíveis são o tabagismo, a reduzida ingestão de água e o esforço constante da voz. Evidencia-se também o mal-estar consequente ao refluxo gastro esofágico, que provoca a subida do ácido do estômago até ao esófago e que, ao atingir a garganta, provoca dor. Por fim, a ingestão de bebidas demasiado frias ou demasiado quentes, revela-se um hábito do dia-a-dia capaz de tornar as mucosas da garganta mais vulneráveis à entrada de vírus e bactérias. 

Existem assim algumas medidas para aliviar a dor de garganta
1. Hexamidina em spay (analgésico que alivia a dor);
2. Própolis (possui uma ação anti-inflamatória);
3. Gengibre (anti-inflamatório);
4. Chás (beber sempre morno porque o quente piora as dores);
5. Maça e frutas cítricas (são compostas por antioxidantes);
6. Menta (aumenta a salivação e alivia os sintomas);
7. Gargarejo (com água morna para auxiliar no tratamento da doença);
8. Misturas caseiras (existem algumas que irei abordar mais à frente);
9. Sopa razoavelmente quente (fornece nutrientes e líquidos);
10. Evitar alimentos açucarados;
11. Evitar gelados e lacticínios exageradamente frescos;
12. Descansar o máximo que puder;
13. Xarope para a tosse;

Como sabem, muitas pessoas, normalmente as que têm mais experiência de vida, curam as dores de garganta com remédios caseiros, tais como:
  • Gargarejo com água morna e sal;
  • Gargarejo com água e alho picado;
  • Respirar vapor de menta;
  • Beber mel e limão;
  • Gotas de extrato de própolis num copo com sumo;
  • Pastilhas de alívio da dor e tratamento;
  • Ingerir muitos líquidos para mantermos o nosso corpo hidratado;
  • Comer canja de galinha durante uns dias seguidos;
  • Maça com mel;
  • Chá com gengibre;
  • Gargarejo com água morna e limão;
  • Chá de alho;
  • Gargarejo de bicabornato;
  • Picar cebola e deixá-la no quarto durante a noite;
  • Sumo de toranja;
  • Vinagre de maça;
  • Coma canela pois é rica em antioxidantes;
Nos tempos mais frios, temos de evitar sair à rua sem um cachecol pois isso protege o nosso pescoço para o frio que possamos apanhar. 
No entanto, nem todos os remédios caseiros e métodos de alívio da dor resultam da mesma maneira em todas as pessoas, por isso, se a dor de garganta for constante e ultrapassar os 3/5 dias é necessário ir ao médico.

22 de maio de 2015

Como manter o intestino saudável

sexta-feira, maio 22, 2015
O intestino humano possui dez vezes mais bactérias e 100 vezes mais material genético do que o total de células do nosso organismo, sendo habitat de aproximadamente 100 triliões de microorganismos. 
Contudo, os médicos costumam dizer que o intestino é como se fosse um segundo cérebro devido à sua importância no corpo humano.

Então, para mantermos o nosso intestino saudável precisamos de:
  • Aumentar o consumo de fibras (como por exemplo: farinha de soja, feijão, ervilha, flocos de aveia, linhaça, ameixa e arroz integral) - Ao consumir estas fibras diariamente, estas ajudam a desintoxicar e a reduzir o açúcar no corpo.
  • Beber bastante água - Quem consome muitas fibras, deve beber muita água diariamente para que esta ajude as fibras a andarem pelo intestino até criarem um bolo fecal.
  • Comer mais alimentos pro bióticos (como por exemplo: iogurtes naturais, magros e queijos) -  As bactérias que pertencem a este tipo de alimentos são bactérias boas que ajudam a manter a flora intestinal em equilíbrio. 
  • Praticar exercício físico - Os exercícios ajudam no fortalecimento dos músculos e na prisão do ventre.
  • Estabelecer um horário para ir à casa de banho - Neste ponto, mesmo que não tenhamos vontade, temos de ir à casa de banho para que o cérebro e o intestino se comecem a habituar aquela hora.
  • Mastigar bem os alimentos - Ao mastigarmos tudo com calma, vamos ajudar o trabalho do intestino porque quando acontecesse o contrário e comemos rápido, os órgãos precisam de trabalhar o dobro para digerir os alimentos todos e isso prejudica na evacuação.
  • Comer muita fruta - Devemos comer muita fruta mas sempre com casca (maças, pêras, ameixas, pêssegos) porque é na casca que se encontram as melhores fibras.
  • Controlar o nosso peso corporal
  • Fazer exames regularmente
  • Não fumar e não beber álcool em grande quantidade
Estas orientações são essenciais e devem ser mantidas durante a vida toda, não só para estabelecer a saúde intestinal, como também, para melhorar todos os mecanismos de defesas, energia, vitalidade, equilíbrio e o bom funcionamento de todo o organismo.

Para finalizar, recordo que existem vídeos na Internet que dão as melhores opiniões sobre este tema. Tive oportunidade de ver um, cujo título é “A importância de termos um intestino limpo e saudável”.

Curiosidades
  • A saúde depende do estado do intestino
  • O intestino mais limpo é o intestino de um bebé recém-nascido
  • Quem tem um intestino sujo tem mais facilidade para contrair cancros e pólipos
  • Uma pessoa que liberta gases tem um intestino mais limpo do que aquelas pessoas que os prendem
  • Tudo aquilo que ingerimos tem de ser deitado fora em 24 horas
  • Temos de ingerir água de boa qualidade para que o nosso intestino esteja limpo e saudável

20 de maio de 2015

Doença de Crohn

quarta-feira, maio 20, 2015

Todos nós gostamos de comer boas refeições, de ter a possibilidade de comer aquilo que mais gostamos e apreciar ao máximo as sensações que o nosso paladar nos providencia. Contudo, há certas doenças que podem limitar a nossa dieta, quando comemos algo estragado ou mal preparado o nosso estômago dá logo o alerta com nauseas, vómitos ou diarreia. As mais comuns são as gastroentrites, mas hoje vamos falar um pouco sobre uma doença não muito comum mas que começa com sintomas semelhantes, a doença de Crohn.

O QUE É A DOENÇA DE CROHN? 
A doença de Crohn é uma doença crónica (uma doença que não é tratada em pouco tempo) caracterizada por uma inflamação no tracto gastrointestinal (da boca até ao ânus). 

QUAIS SÃO AS CAUSAS DA DOENÇA DE CROHN? 
Apesar de muita pesquisa por parte da comunidade científica, a causa exacta desta doença ainda é desconhecida, porém, vários estudos apontam para um número reduzido de factores que podem desplotar esta doença: 
  • Genes; 
  • O ambiente envolvente; 
  • Reação auto-imune; 
Outros estudos também indicam que é mais provável que a doença se desenvolva: 
  • Entre os 20 e os 30 anos; 
  • Em pessoas com familiares (normalmente irmãos ou pais) com a doença; 
  • Em fumadores; 
QUAIS SÃO OS SINAIS/SINTOMAS? 
Os sintomas mais comuns da doença de Crohn são: 
  • Diarreia; 
  • Dores abdominais; 
  • Perda de peso; 
  • Cansaço; 
  • Perda de apetite; 
  • Febre; 
COMO DIAGNOSTICAMOS A DOENÇA DE CROHN? 
  • Analisando o historial de família; 
  • Exame físico; 
  • Testes de laboratório; 
  • TAC; 
  • Endoscopia; 
COMO TRATAR A DOENÇA DE CROHN? 
Como se trata de uma doença crónica, os tratamentos são longos, não há uma cura específica, estes tratamentos apenas aliviam os sintomas e previnem reincidências, contudo os pacientes conseguem viver uma vida relativamente confortável. Os possíveis tratamentos são: 
  • Medicação; 
  • Cirurgia; 
  • Complementos nutricionais; 
Em casos extremos, o paciente apenas pode beber líquidos, tendo de receber nutrientes através de um catéter inserido na veia de um dos braços do paciente durante uns dias, de forma a limpar os intestinos; 

QUAIS AS COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS À DOENÇA DE CROHN? 
  • Úlceras; 
  • Fissuras anais; 
  • Obstipação;
  • Inflamações noutras áreas do corpo (ex: pele, olhos, articulações); 
  • Má absorção de nutrientes; 
Pacientes com esta doença localizada no intestino grosso têm uma maior probabilidade de desenvolverem cancro do cólon, pelo que é muito importante ser seguido de perto pelo médico de forma a serem examinados regularmente. 

Para mais informações por favor consulte o seu médico, ou consulte o website da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI): www.apdi.org.pt

19 de maio de 2015

Como lidar com o Sonanbulismo?

terça-feira, maio 19, 2015
O que é o sonambulismo?
O sonambulismo é um transtorno do sono que, consiste basicamente em levantar-se da cama, andar ou praticar algum tipo de atividade enquanto ainda está a dormir. Em termos médicos, o sonambulismo é um distúrbio do sono em que as funções motoras da pessoa despertam, mas a sua consciência permanece inativa. Trata-se, portanto, de um despertar desequilibrado do cérebro.
Estima-se que cerca de 1 a 15% da população mundial tenha tido pelo menos um episódio de sonambulismo.
Por ser muito comum, hoje em dia o sonambulismo é caracterizado como uma variação do sono. Além disso, o sonambulismo é identificado pelo “vai-e-vem” da pessoa pela casa, e pode incluir também conversas. Isto, na maioria, acontece na primeira metade da noite. Pode durar pouco tempo ou pode durar 40 minutos. Contudo, pode ser tão longo que se repete ao decorrer da noite. Durante estes episódios, a pessoa apresenta uma redução do estado de alerta, um olhar vazio e uma relativa ausência de resposta à comunicação com outras pessoas.

Para quem não conhece, pode identificar se uma pessoa é sonâmbula, se a pessoa em questão: 
  • Sair da cama e caminhar pelo quarto 
  • Sentar-se na cama e abrir os olhos 
  • Apresentar expressão vaga nos olhos 
  • Fazer atividades rotineiras, como vestir, falar ou preparar um lanche 
  • Não responder ou não comunicar com os outros quando é chamada/o 
  • Ser difícil de acordar durante um episódio de sonambulismo 
  • Apresentar rápida desorientação ou confusão depois de ter sido despertado 
  • Voltar rapidamente ao sono 
  • Não se lembrar de absolutamente nada quando acorda normalmente de manhã 
  • Apresentar stress, mau humor e sono diurno em decorrência das perturbações durante a noite 
  • Apresentar terrores do sono
Raramente, uma pessoa com sonambulismo: 
  • Sai de dentro de casa 
  • Conduz 
  • Apresenta algum tipo de comportamento incomum, como urinar dentro do armário 
  • Tem relações sexuais sem estar consciente disso
  • Se atira das escadas ou de uma janela 
  • Adquire comportamentos violentos durante os episódios 
  • É violenta ou agressiva logo depois de acordar 
Como lidar com o sonambulismo?
Em primeiro lugar, é preciso respeitar a condição e levar o fenómeno a sério. Tratá-lo como uma brincadeira pode resultar em riscos desnecessários.
Para os pais que têm filhos nestas condições é importante saber que eles exercem um papel fundamental no cuidado com a criança. É preciso garantir que o ambiente do sono tenha pouca luz e não seja alvo de barulhos externos. Também devem ser evitadas as actividades com potencial de agitar o seu filho, como o uso prolongado de televisão, computador, telemóvel e videojogos.
Caso presencie a criança a caminhar pela casa durante à noite e fique com dúvidas no que fazer, existem médicos que indicam que acordar o sonâmbulo não é contra indicado, desde que ele seja direccionado até a sua cama ou acordado de forma bastante tranquila.
Lembre-se sempre que ao acordar a criança, ela/e estará num momento de confusão sem se lembrar do que estava a fazer.

Posto isto, é importante que:
  • Crie um ambiente seguro: tranque as portas e janelas antes de ir para a cama e retire do caminho objectos que podem provocar quedas. Camas do tipo beliche devem ser evitadas para crianças. É recomendável ainda obstruir o acesso a escadas. Lembre-se também de esconder objectos pontiagudos, como tesouras e facas.
  • Elimine o stress: episódios de ansiedade e insónia podem agravar o quadro de sonambulismo. Por isso, enfrente o distúrbio com uma rotina noturna mais relaxante. Antes de dormir, opte por actividades tranquilas, como meditar, ler ou mesmo tomar um banho quente e revigorante.
  • Discipline o seu sono: procure dormir de forma adequada todas as noites. Tente criar uma rotina, estabelecendo um horário para dormir e para acordar, procurando obter um padrão regular de sono. O quadro de sonambulismo pode ser motivado por fadiga e privação do sono.
  • Procure um médico: episódios frequentes aumentam os riscos de sonolência diurna excessiva ou de alguma lesão. Um especialista pode receitar medicamentos sedativos ou antidepressivos, reduzindo a ocorrência do fenômeno. O médico também investigará as causas do sonambulismo.
Mas o sonambulismo tem cura?
Infelizmente os cientistas ainda não encontraram solução para este distúrbio do sono, por isso o sonambulismo não tem cura, mas pode ser tratado. Em geral, o sonambulismo desaparece na adolescência, mas em caso da situação persistir, o melhor é procurar ajuda médica.

Para encontrar a solução do sonambulismo, pode começar por procurar um bom médico especialista no sono e marcar uma consulta. O médico irá fazer uma avaliação da saúde geral do paciente para poder notar qualquer distúrbio de saúde ou stress que estejam a prejudicar o sono. O segundo passo do médico é fazer um exame que se chama polissonografia. O médico precisa avaliar com que frequência ocorre o sonambulismo e quais são os riscos causados ao paciente. Nesse exame, o paciente utiliza diversos aparelhos enquanto dorme. Isso permite que o médico conheça as condições do sono do paciente e ajude a diminuir os comportamentos que podem causar o problema. Algumas vezes, não é preciso um tratamento mais profundo, apenas algumas mudanças de hábito do paciente.

Se for o caso de tratamento, um dos recursos é a medicação. Segundo médicos especialistas do sono, o tratamento pode ser feito com medicamentos que estabilizam o sono, que pode durar de três a seis meses. Normalmente, após o fim do tratamento, o paciente deixa de ter crises de sonambulismo.

Curiosidades
  • Um sonâmbulo pode, claramente, ser acordado.
  • Qualquer sonâmbulo entende orientações durante a crise.
  • Nenhum sonâmbulo, no dia seguinte, se lembra do que fez ou disse na noite anterior.
  • O sonambulismo não acontece todas as noites.
  • Nenhum sonâmbulo revela segredos durante este distúrbio.
  • Um indivíduo que sofra de sonambulismo não tem problemas para dormir.
  • Um sonâmbulo durante a crise, não age da mesma maneira quando está em estado normal.
  • Nem todos os sonâmbulos precisam de medicação.
  • O sonambulismo não tem cura.
  • Os sonâmbulos têm sempre os olhos abertos durante o episódio.
  • Alguns casos de sonambulismo revelam que estes comem durante este episódio, conduzem, fazem comida ao lume, vão passear pela rua e ainda têm relações sexuais com outras pessoas, sem se lembrarem.

18 de maio de 2015

Perigos do uso da pilula concepcional

segunda-feira, maio 18, 2015

A pílula anticoncepcional é um remédio à base de hormonas que deve ser tomado diariamente e tem 98% de eficácia contra a gravidez indesejada. Alguns exemplos de pílula anticoncepcional são Diane 35, Yasmin, Cerazete, e Novynette mas o ginecologista e o médico de família é que devem orientar a mulher para que esta saiba a pílula que deve tomar. 

Contudo, o uso correto da pílula tem algumas vantagens como por exemplo, regulação da menstruação, combate da acne, diminuição das cólicas e diminuição do risco de anemia devido a grandes perdas sanguíneas durante a menstruação, porque quem toma a pílula tem um fluxo menstrual menor.

Mas como todas as mulheres sabem, a pílula, apesar de todos os benefícios comprovados, traz também uma série de perigos que explicarei agora.
Assim, a pílula, pode provocar efeitos colaterais, como por exemplo:
  • Dor de cabeça;
  • Enjoos - principalmente nos primeiros meses de uso podendo, mesmo, levar a pessoa a vomitar várias vezes;
  • Aumento da retenção de líquidos;
  • Nódulos no fígado – devido à toma exagerada e seguida da pílula;
  • Alterações de humor;
  • O uso diário deste contraceptivo, durante anos, pode causar AVC’s.
  • Tromboses
  • Menstruação – em dias que não deveria acontecer;
  • Amenorreia – Ausência de menstruação;
  • Ganho de peso – Infelizmente, a pílula dá alguma vontade de comer e por isso, quem não souber controlar, acaba por ganhar uns quilos extra;
  • Redução do desejo sexual – embora os estudos revelem que este sintoma seja raro;
  • Infertilidade – Caso a toma deste contraceptivo seja exagerada e sem paragens;
  • Cancro;

Deixo aqui duas curiosidades sobre o tema em questão:
A pílula polui rios e afeta o meio ambiente 

A pilula não é usada apenas como anticoncecional 



4 de maio de 2015

Raquitismo: Causas, Sintomas e Tratamentos

segunda-feira, maio 04, 2015
Caracteriza-se por malformação óssea que atinge bebés e crianças devido à deficiente calcificação.
A carência em vitamina D compromete a formação dos ossos e das cartilagens retardando o crescimento e raramente há uma cura absoluta.
Estas crianças chegam à idade adulta sempre com sequelas, com uma estatura baixa das pernas, com aspecto arqueado.

Sintomas
Os primeiros sinais de raquitismo só são detectados quando a criança começa a andar. Os sintomas principais são sudação profusa, as deformidades ósseas, especialmente as epífises dos ossos longos e pernas em arco.

Tratamento
A medicina convencional receita muitas vezes óleo de fígado de bacalhau e suplementos vitaminicos ricos em vitamina D. A prevenção do raquitismo faz-se pela exposição aos raios solares e uma alimentação rica em leite, ovos, cereais integrais, frutas, legumes, mel e levedura de cerveja. A prevenção tende a impedir a progressão da doença e a diminuir-lhe os efeitos.

Nota: Em substituição do óleo de fígado de bacalhau, pouco tolerado pelas crianças devido ao seu gosto activo, como prevenção do raquitismo, é muito bom dar às crianças uma mistura de mel com manteiga.
  • Receita: Misturam-se duas partes de manteiga e uma de mel, bate-se bem a mistura até formar uma pasta. Barra-se o pão com este preparado e as crianças comem com prazer.

Tratamentos Naturais
Hortaliças
  • Couve e Cenoura: Misture-os e inclua-os na alimentação.
  • Agrião: Faça um sumo de agrião e dilua-o em água- Tome 250 ml de manhã em jejum.
  • Alcachofra: Duas vezes por semana inclua esta hortaliça na alimentação da criança.
  • Rábano: Deverá tomar um copo de sumo de rábano diluído, 2 vezes por dia.
  • Tomate: Deve incluir na alimentação, na forma de salada e também pode fazer sumo de tomate e tomar cerca de meia hora antes do almoço, 250 ml de sumo.
Frutas
  • Laranja-Lima: Faça uma refeição exclusiva desta fruta, 3 vezes por semana.
  • Castanha do Pará: Ingerir 4 unidades junto às refeições.

26 de abril de 2015

Beber água ás refeições

domingo, abril 26, 2015

Sabia que está comprovador que as pessoas bebem mais água quando esta tem sabor? E que com o envelhecimento, a sensação de sede diminui possibilitando assim um maior risco de desidratação?

Como é de senso comum, ingerir água é um essencial à nossa sobrevivência, mas mesmo assim é fácil encontrar casos de desidratação, principalmente nas crianças e idosos.
Isto deve e pode ser evitado, pois é uma das causas da má qualidade de vida. Por vezes sintomas como cansaço, pele seca, cieiro e dores de cabeça, podem ser associados à falta de água no nosso organismo, e por vezes são confundidos com outras possíveis doenças.
A estratégia de beber vários copos de água ao dia, por vezes não resulta, devido a difícil implementação no dia a dia de cada pessoa. Ora porque se esqueceu de levar uma garrafa de água para o trabalho, ora porque tem muito afazeres, e beber água só é prioridade quando sente realmente sede. E sentir sede já é um sintoma de desidratação!

Por isso as refeições são o momento ideal do dia para beber água.

Se ingerir dois copos de água a cada refeição (Almoço/Jantar), e um copo ao acordar e deitar, já terá obtido uma parte significativa da recomendação diária para a ingestão de líquidos (cerca de 1,5-2 litros).

Uma das formas para camuflar a ingestão de água na sua forma natural, é adicionando umas gotas de limão, chá ou beber águas com sabor. Evite a ingestão de álcool, sumos naturais e refrigerantes.

24 de agosto de 2013

Acidente vascular cerebral (AVC) - Causas, sintomas e tratamentos

sábado, agosto 24, 2013
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo inicio agudo de um défice neurológico funcional, com distúrbios circulatórios arterial ou nervoso com isquemia de um dos hemisférios cerebrais ou o comprometimento de um área especifica.
Algumas formas de Acidente Vascular Cerebral
  • Embolia cerebral trombo-embolia
  • Acidente vascular isquémico (isquemia cerebral aguda)
  • Acidente vascular hemorrágico
O acidente vascular cerebral consiste na oclusão de um vaso sanguíneo de natureza trombótica ou por êmbolos sépticos que interrompe o fluxo de sangue a uma região especifica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes da região afectada. O acidente vascular hemorrágico apresenta uma hemorragia local, aumento de pressão e edema cerebral. Pode-se ter originado num traumatismo craniano. Em todos os casos, o tamanho e a localização a área afectada, que deixa de ser irrigada, vão determinar a gravidade da doença e o seu prognóstico. Se a lesão for de granes dimensões, a morte pode ser iminente, ou ficarem danificadas diversas funções orgânicas; se a obstrução for parcial, o comprometimento de certas funções é pequeno e a sua recuperação e quase completa

CAUSAS OU FACTORES DE RISCO
Hipertensão arterial (sistólica, diastólica ou ambas) - induz um estreitamento progressivo das arteríolas cerebrais. Estudos feitos mostraram existir um trio perfeito entre o consumo de sal, a hipertensão e a hemorragia cerebral.
Doença cardíaca, como a aterosclerose, viscosidade do sangue e o aumento de gorduras a circular na corrente sanguínea (hiperlipidemia) e fibrilhação arterial, insuficiência cardíaca congestiva.
ALCOOLISMO - a bebida em excesso aumenta o risco de acidente vascular cerebral.
TABAGISMO -  o hábito de fumar aumenta consideravelmente o risco de AVC.
OBESIDADE - a oclusão do vaso pode ocorrer por arteriosclerose, embolia, inflamação, doença intrínseca ou por traumatismo.

OUTROS FACTORES DE RISCO
  • Sedentarismo
  • Stresse
  • Erros alimentares (excesso de sal e consumo de carnes gordas, pois têm gorduras saturadas e colesterol)
  • Os idosos, pessoas de meia-idade, diabéticos, obesos, fumadores, etc. são grupos de risco, assim como as mulheres que tomam a pílula como meio anticoncepcional.
SINTOMAS
  • Fraqueza num dos membros superiores ou inferiores (perna ou braço), ou face; a hemiplegia aparece no lado oposto ao da hemorragia (paralisia que atinge um dos lados do corpo).
  • Desvio do olhar ou perda de visão total ou parcial, transitória ou definitiva.
  • Perda de sensibilidade num membro.
  • Afasia (alteração na linguagem e na fala dificuldade de articular as palavras).
  • O ataque agudo manifesta-se sem aviso, surge subitamente. Um doente nestas situações deve ser imediatamente levado ao hospital para tratamento de urgência.
PREVENÇÃO
Abandono do tabaco e do álcool mostra um declínio da sua incidência.

TRATAMENTOS NATURAIS

ALCACHOFRA - Comer alcachofras em abundância e tomar chá das suas folhas.
ALFACE - Chá das suas folhas e talos, 60gr por um litro de água, tomar uma chávena 4 vezes ao dia.
ALHO - Usar liberalmente nas saladas, também está disponível em ervanárias o óleo de alho em cápsulas. Tomar 3 cápsulas por dia.
ALHO E LIMÃO - Amassar 2 dentes de alho, adicionar o sumo de um limão e tomar duas vezes ao dia.
BERINGELA - Usar liberalmente nas refeições, excepto na forma frita. Pode tomar na forma de sumo ou cortá-la em pedaços pequenos ou picada, deixá-la de molho em água, 12 horas depois, coar e beber o liquido.
CEBOLA - Comer à vontade.
CENOURA - Comer duas ou três cenouras cruas por dia.
ESPINAFRE - Usar liberalmente na dieta.
ABACAXI - Fazer uma dieta exclusiva ou substituir algumas refeições por esta fruta.
AMEIXA - Pode incluir ameixa fresca na dieta.
LIMÃO - Terapia do Limão.
TANGERINA - Pode fazer refeições exclusivas algumas vezes.
UVA - Usar óleo de caroço de uva em substituição de óleo de soja. Pode ainda durante dois dias fazer dieta exclusiva de uvas.

2 de junho de 2013

Esclerose Múltipla: Esclareça as suas dúvidas!

domingo, junho 02, 2013
Já ouviu falar em Esclerose Múltipla? Esta doença neurológica e os seus sintomas podem ser um mistério para muitos de nós. Ponha agora fim às suas duvidas.
O que é a Esclerose Múltipla?
É uma doença neurológica caraterizada por sintomas que surgem devido a alterações inflamatórias/degenerativas no cérebro e/ou medula.

Porque afeta mais mulheres do que homens?
A Esclerose Múltipla atinge duas vezes mais a mulheres do que os homens. Os motivos ainda não foram determinados.

Em que altura da vida é mais comum surgir?
Surge habitualmente no jovem adulto, com idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos.

Quais são os sintomas?
Consoante a localização das lesões (cérebro/medula) a doença pode manifestar-se através de visão turva, visão dupla, desequilíbrio, falta de força num membro ou lado do corpo, entre outros.

É uma doença que progride ou pode manter-se estável durante bastante tempo?
Existem várias formas de apresentação conhecidas. A mais frequente é a forma "surto-remissão", que numa fase mais tardia pode transformar-se em "secundária progressiva". Mais raramente a doença evolui sem surtos, sendo progressiva desde o inicio, e por isso denomina-se de forma primária progressiva. Porém, com as atuais alternativas terapêuticas a doença pode estabilizar sem sequelas ou com incapacidade mínima.

Quais são as limitações de um doente com Esclerose Múltipla?
Um doente com Esclerose Múltipla pode manter-se assintomático e sem quaisquer limitações. Classicamente, a doença produz limitações pelas alterações motoras, desequilíbrio da marcha, alteração de esfíncteres, diminuição da acuidade visual, alterações sexuais.

Existe cura?
Tal como na maioria das doenças crónicas, não existe cura. A estabilidade, por vezes até sem sintomatologia ou incapacidade, é possível, mantendo um estilo de vida saudável e a medicação de forma regular.

Há predisposição genética?
Existem casos raros hereditários. Quanto à predisposição genética, a presença de casos numa mesma família sugere suscetibilidade genética. No entanto, esta suscetibilidade só desenvolve doença se houve uma conjunção de múltiplos fatores genéticos e ambientais. Ou seja, a probabilidade de dois elementos da mesma família desenvolverem Esclerose Múltipla existe, mas é muito baixa. A probabilidade no caso de um filho concebido por dois indivíduos com história familiar da doença já é mais elevada.

Quantos casos, em média, existem em Portugal?
Um estudo recente estima que existam cerca de 54 casos de Esclerose Múltipla em 100 mil habitantes.

Em que consiste o tratamento deste tipo de doença?
O tratamento consiste na modulação da imunidade de forma a diminuir a inflamação no sistema nervoso central, a atrofia subjacente ao processo e, em ultima analise, diminuição dos surtos e incapacidade do individuo. Existem atualmente disponíveis alternativas injetáveis, constituindo fármacos com maior segurança (menos efeitos secundários) que têm uma eficácia que permite que sejam recomendados como tratamento de primeira linha. Quando, apesar destes, a doença se mantém ativa, recomenda-se a passagem para os medicamentos de segunda linha, com menor segurança mas maior eficácia e controlo de doença, através de um injetável endovenoso mensal e o outro oral.

O que pode o doente fazer no dia a dia para ajudar a combater a progressão da doença?
Tal como a restante população, deve manter uma vida saudável, evitar os excessos e procurar ser feliz. Em particular, por ser portador de uma doença crónica, deve manter uma adesão rigorosa ao plano terapêutico decidido em conjunto com neurologista assistente e procurar apoio sempre que novos sintomas apareçam.

4 de março de 2012

Os perigos da obesidade - Perigos psicológicos

domingo, março 04, 2012
Um conflito psicológico pode causar um apetite exagerado ou a diminuição repentina do mesmo. Na relação entre a psique e a obesidade surge a mesma duvida que com a galinha e o ovo: Não se sabe qual deles aparece primeiro.
Antes de mais, saiba que o peso não tem qualquer influencia na inteligência. Churchill e Balzac, cada um no seu domínio, eram génios bem nutridos. Um estudo efetuado no Canadá estabelece que o quociente intelectual e as estruturas de personalidade de pessoas muito gordas também não se afastam muito da média da restante população.

Quanto à relação entre as características psíquicas e a obesidade, os dados são contraditórios e heterogéneos. Coloca-se a questão de saber se determinados sintomas são causa ou consequência da doença. Um psicólogo francês, Beaumont, observou algumas pessoas obesas e encontrou, sobretudos nos jovens, uma tendência para a depressão e para a melancolia. Os rapazes sofriam com a sua falta de agilidade e de destreza, o que os tornava motivo de troça para os colegas. As raparigas suportavam, além disso, a dificuldade em se afirmarem no domínio afetivo e sentimental. No adulto, à melancolia pode suceder uma visão otimista da vida. Beaumont descreve o adulto obeso como bonacheirão, calmo, expansivo, indulgente e conciliador. Propenso tanto para a alegria e os gracejos, como para a ternura e as lágrimas. Logo, com uma afetividade e uma emotividade mais à flor da pele do que a pessoa magra.

O psicólogo francês conclui que os quilos que ostentamos, ao influírem nas nossas relações com o que nos rodeia, se refletem de forma positiva ou negativa na nossa energia vital. Assim, um adolescente naturalmente expansivo e cheio de vitalidade pode, ao tornar-se obeso, ficar sombrio e perder dinamismo. Tais situações são capazes de gerar timidez ou complexos persistentes. Infelizmente, essas perturbações do comportamento por vezes permanecem mesmo que ocorra uma perda de peso. No entanto, regra geral, quem emagrece aprecia plenamente a mudança e afirma sentir-se mais novo e saudável. Portanto, em certos casos, há uma relação estreita entre a obesidade e algumas perturbações da personalidade.

28 de fevereiro de 2012

Os perigos da Obesidade - Perigos para a Saúde

terça-feira, fevereiro 28, 2012
Se não for tratada a tempo, a obesidade pode tornar-se perigosa para o organismo. Em última instância, perturba seriamente não só as pessoas que dela sofrem como as que lhe são mais próximas.
Os perigos para a Saúde
De uma forma geral, a obesidade diminui as defesas do organismo e predispõe para certas doenças.

  • Os obesos precisam de mais energia para respirar devido à quantidade de gordura acumulada no corpo. Por isso, o coração trabalha em excesso e dilata-se. Daí o risco de doenças cardiovasculares, de aumento da tensão arterial e de batimentos irregulares. Nos obesos, o nível de colesterol no sangue também pode aumentar. Arriscam-se, mais do que as outras pessoas, a sofrer de aterosclerose. Estatisticamente, um quarto das doenças do coração e dos vasos sanguíneos está, direta ou indiretamente, ligado à obesidade.
  • O aumento de peso perturba as articulações, pois estas têm de trabalhar sob uma tensão acrescida. É por isso que os indivíduos obesos estão muito sujeitos a complicações de tipo reumatismal, nomeadamente ao nível das ancas, dos joelhos e dos tornozelos. Como, para além disso, fazem pouco exercício, os problemas de coluna instalam-se facilmente.
  • Nas mulheres, o excesso de gordura parece afetar o equilíbrio hormonal entre o estrogénio e a progesterona e perturbar, assim, o ciclo menstrual. Em última instância, isso pode levar à infertilidade. As obesas sofrem também de complicações durante a gravidez. Apesar destes riscos, não é aconselhável às grávidas começarem uma dieta por sua própria iniciativa nem automedicarem-se para controlar o peso. Por norma, os obstetras vigiam o aumento do peso das gestantes (não deve ultrapassar os 10 quilos) e dão os conselhos adequados.
  • De acordo com alguns estudos, a obesidade pode aumentar o risco de cancro da vesícula biliar, da mama, do útero, no caso das mulheres. Nos homens, pode ter maior influência no cancro do reto e da próstata. Outras investigações revelam que as pessoas obesas são mais vulneráveis à diabetes tipo 2.

21 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - Os hábitos alimentares

terça-feira, fevereiro 21, 2012
A par das causas que analisamos no artigo anterior, existem factores externos capazes de conduzir à obesidade: comer em excesso, ingerir bebidas alcoólicas em demasia, ter uma alimentação desequilibrada, não fazer exercício físico, entre outros.

A gordura forma-se a partir dos alimentos. Na vida de uma pessoa obesa, houve forçosamente um momento em que a quantidade de comida ingerida foi superior à energia queimada pelo organismo.
Basta um excesso de 200 quilocalorias por dia, todos os dias, para provocar um aumento de sete quilos por ano. Um acréscimo calórico que corresponde, por exemplo, a 50 gramas de pão e 10 gramas de manteiga.
Há muitas razões para comer demasiado. A criança que os pais querem ver rechonchuda, o adolescente que encontra na comida uma compensação afectiva, o adulto que antevê nos prazeres da mesa satisfações que não tem noutros aspectos da vida são três exemplos. Estas atitudes desestabilizam o centro regulador do apetite. Uma vez enraizados os maus hábitos, é difícil acabar com eles.

Comer demais é uma causa possível de obesidade, mas alimentar-se mal, por gulodice, desleixo ou ignorância, também o é. Depois de analisar os hábitos alimentares, conclui-se que muitos obesos que não comem tanto quanto se supõe. Alguns até ingerem menos comida do que certas pessoas magras. O problema está, em regra geral, nos erros alimentares: demasiadas gorduras e açúcar, poucas proteínas ou fibras, e uma má repartição das refeições ao longo do dia.

Mude a sua alimentação!
Seja qual for o grau de obesidade, esta nasce da conjugação da predisposição interna com as tentações externas. Em proporções maiores ou menores, ambos os factores estão sempre presentes. É impossível engordar se não existir uma predisposição metabólica. De igual modo, não é normal ganhar peso sem uma alimentação excessiva.
Nestas condições, a perda de peso deve começar por um restabelecimento do metabolismo e por uma mudança de hábitos. Isso exige um esforço árduo e constante. A desregulação que culminou nos quilos a mais levou meses ou anos a desenvolver-se. É necessário muito tempo para percorrer o caminho inverso. Não acredite em pílulas milagrosas nem em vendedores de cápsulas extraordinárias. O conhecimento objectivo, o bom senso e a determinação são as melhores garantias de sucesso.

19 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - A tendência

domingo, fevereiro 19, 2012
Não há duvida de que algumas pessoas têm tendência para engordar. Os principais responsáveis responsáveis são os factores hereditários: certos estudos genéticos identificaram um conjunto de genes que podem predispor para a obesidade. Porém, é necessário distinguir entre a verdadeira hereditariedade e as tradições psicodietéticas familiares, isto é, os hábitos alimentares em casa.
Nas famílias de obesos, come-se mais. Ora, as células adiposas formam-se durante a infância. Quanto mais uma criança come, maior quantidade dessas células origina. Mais tarde, elas estarão presentes e prontas para armazenar gordura.
A retenção de líquidos é um factor muitas vezes invocado pelas mulheres. O ciclo menstrual influencia a quantidade de liquido retido pelo corpo, mas apenas de forma temporária, imediatamente antes da menstruação. Portanto, durante esses dias, é normal que a dieta não faça qualquer progresso. Em nenhuma situação se deve diminuir a ingestão de líquidos, sobretudo de água, indispensável à eliminação dos produtos do catabolismo. Chamamos assim ao conjunto de reacções que degradam substâncias complexas para originar outras mais simples. Pelo contrário, o processo de formação de moléculas complexas a partir de moléculas simples designa-se por anabolismo.

Outras explicações para a obesidade baseiam-se em perturbações nervosas que modificam o ritmo de absorção e de utilização dos alimentos. Neste caso, a obesidade resultaria de uma tendência do organismo para acumular gorduras, sem nunca as utilizar como reserva.

Tal como acabamos de ver, as causas são múltiplas e as explicações não são unânimes. Apesar de existirem factores hereditários na obesidade, isso não significa que todos os filhos de obesos estejam condenados a esta doença. Contudo, é certo que devem ter muito mais cuidado do que as outras pessoas.

15 de fevereiro de 2012

A obesidade

quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Trata-se de uma doença e, como tal, é perigosa para a saúde. Pode afectar física e psicologicamente as pessoas que dela sofrem. Para simplificar, diremos que o aumento de volume do tecido adiposo se deve a fatores internos e externos. Os primeiros correspondem à famosa "tendência para engordar". A alimentação excessiva faz parte dos segundos.
Ambos os factores andam a par, mas um pode prevalecer sobre o outro. Nesses casos, fala-se de obesidade orgânica ou de obesidade alimentar.
Existem muitas ideias feitas sobre a doença. Por exemplo, é frequente ouvir-se afirmações como:
  • "a gravidez faz engordar e alguns medicamentos também";
  • "um desgosto de amor, um choque afectivo ou uma operação cirúrgica podem provocar um aumento de peso";
  • "a puberdade, a menopausa ou o casamento são períodos críticos, em que facilmente se ganham alguns quilos";
  • "deixar de praticar desporto ou de fumar engorda";
  • "nascer numa familia de obesos é estar condenado à obesidade".
Decerto, nenhuma destas expressões e/ou crenças populares lhe é desconhecida. provavelmente, não só as ouviu como já as repetiu. Algumas são falsas, outras verdadeiras e as restantes estão algures entre os dois pólos.

Nos seguintes artigos iremos falar detalhadamente de cada causa, esteja atento.

12 de fevereiro de 2012

A silhueta ideal

domingo, fevereiro 12, 2012
A alteração das proporções do corpo é, frequentemente, uma das consequências do aumento excessivo de peso. Aliás, uma pessoa que está mais ou menos satisfeita com o seu peso pode não o estar com a silhueta. Nesta caso, perder três ou quatro quilos não altera nada. Mais vale uma elegância musculada e firme do que uma magreza flácida e mole.
Quando se tenta emagrecer de acordo com os padrões de beleza das revistas de moda, pode-se atingir uma situação de desequilíbrio alimentar: faltam nutrientes indispensáveis, os músculos definham, a pele seca. Ou seja, fica-se menos atraente! É necessário ser-se razoável e aceitar o corpo, mesmo que não seja perfeito. O peso ideal é aquele com que nos sentimos em forma.

Há alguns anos, uma associação de consumidores do Reino Unido tentou descobrir a silhueta que as pessoas desejam ter. Interrogou 1600 indivíduos residentes naquele país entre os 16 e os 65 anos. Para isso, utilizou dois métodos. O primeiro pretendia descobrir as medidas cobiçadas. Para isso, perguntava-se aos inquiridos quais eram as suas medidas reais e, em seguida, era-lhes pedido para imaginarem as ideais.
As mulheres sonhavam com 91 centímetros para o busto, 66 centímetros para a cintura e 91 centímetros para as ancas. Em contrapartida, entre os homens nenhuma combinação foi particularmente popular.
O segundo método consistiu em apresentar duas séries de 12 fotografias, sendo uma masculina e uma feminina. Em cada um delas, o leque de escolha era suficiente para interessar à maioria. A silhueta masculina preferida foi a do homem musculado. A feminina foi a de perfil equilibrado e com a cintura bem marcada.

A clara unanimidade resulta, sem sombra de dúvida, mais de critérios estéticos do que médicos. A publicidade e a moda contribuem substancialmente para popularizar estes padrões, embora estes nem sempre sejam sinal de boa forma ou de saúde. Por isso, é importante distinguir a necessidade estética de emagrecer do seu verdadeiro motivo médico, a obesidade.

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