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30 de março de 2016

10 Mentiras (em que acreditou) sobre a Hipertensão Arterial

A pressão arterial é a força com que o sangue circula nas artérias e veias. Conheça alguns mitos sobre a hipertensão, uma doença silenciosa e sem sintomas.

1. A medicação para a hipertensão afeta o desempenho sexual
Certos medicamentos anti-hipertensores (betabloqueantes, diuréticos ou a a-metildopa), podem alterar a resposta sexual. No entanto, existem à disposição no mercado inúmeros medicamentos efetivos e bem tolerados que minimizam este efeito secundário.

2. Quando a pressão está baixa, colocar uma pitada de sal debaixo da língua resolve
Pode elevar temporariamente o nível da tensão, mas para o efeito, não é a melhor forma de resolver a situação. Para elevar a pressão, o corpo deverá reter líquidos e isso não acontece imediatamente com a ingestão de sal. Como tal, a forma ideal para minorar os desconfortos da pressão baixa passa pela ingestão de líquidos (por exemplo, água) e, caso a pessoa esteja muito sintomática, deve deitar-se no chão mantendo as pernas elevadas acima da cabeça.

3. A hipertensão costuma causar sintomas
A hipertensão não costuma causar sintomas, principalmente em hipertensos crónicos. Por este motivo, a doença é conhecida como a "doença silenciosa". Sintomas como dor de cabeça, mal-estar, tonturas e hemorragia nasal não são um bom indicador da doença.

4. A hipertensão arterial é curável
Esta patologia pode ter cura, mas numa minoria dos casos. Em menos de 10% dos hipertensos encontramos uma causa curável. Na maioria das pessoas, a hipertensão é uma doença causada por diversos fatores (designada como doença multifactorial), atuando de uma forma conjunta e complexa. Geralmente não tem cura e é crónica.

5. As pessoas devem apresentar uma pressão arterial constante
A tensão costuma variar de acordo com as atividades exercidas pelo indivíduo. A pressão arterial costuma ser maior em situações de stress, excitação ou esforço físico. Durante o sono, costuma haver uma queda fisiológica da tensão. Os idosos apresentam uma grande variabilidade da pressão arterial, podendo num mesmo dia apresentar valores discrepantes em curtos intervalos de tempo.



6. É normal que as pessoas idosas tenham uma pressão arterial mais elevada
Com a idade, pode verificar-se um aumento da tensão máxima ou sistólica, enquanto que a pressão mínima ou diastólica não aumenta (ou até diminui) após os 50 anos. Tanto para adultos como para idosos, uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg é considerada elevada.

7. A mulher tem sempre uma pressão arterial mais baixa
Até entrar na menopausa a mulher sofre influência dos estrogénios que atuam com um efeito protetor ao nível da tensão arterial. Mas esse fator não influencia significativamente a aferição da mesma.

8. Iniciar a medicação pode deixar o organismo dependente
A grande maioria dos hipertensos que inicia uma medicação anti-hipertensora acaba por usá-la de uma forma contínua. No entanto, mudanças dos hábitos de vida poderão resultar numa normalização da pressão arterial. Nestes casos, a medicação anti-hipertensora poderá ser ajustada ou suspensa.

9. Uma vez que a tensão está controlada, poderei suspender a medicação
A normalização da tensão costuma ser resultado da combinação de modificações no estilo de vida e da medicação. Como a ação dos medicamentos é de carácter transitório (e daí a necessidade de tomas regulares dos mesmos), a sua suspensão elevará novamente a tensão.

10. Sou uma pessoa stressada, por isso a minha pressão arterial não se controla
O stress, tal como outros fatores, apresenta influência na oscilação da tensão, inclusivé em indivíduos saudáveis. Contudo, não impede de controlar a doença, através da medicação anti-hipertensora prescrita e hábitos de vida saudáveis.

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