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2 de junho de 2013

Esclerose Múltipla: Esclareça as suas dúvidas!

domingo, junho 02, 2013
Já ouviu falar em Esclerose Múltipla? Esta doença neurológica e os seus sintomas podem ser um mistério para muitos de nós. Ponha agora fim às suas duvidas.
O que é a Esclerose Múltipla?
É uma doença neurológica caraterizada por sintomas que surgem devido a alterações inflamatórias/degenerativas no cérebro e/ou medula.

Porque afeta mais mulheres do que homens?
A Esclerose Múltipla atinge duas vezes mais a mulheres do que os homens. Os motivos ainda não foram determinados.

Em que altura da vida é mais comum surgir?
Surge habitualmente no jovem adulto, com idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos.

Quais são os sintomas?
Consoante a localização das lesões (cérebro/medula) a doença pode manifestar-se através de visão turva, visão dupla, desequilíbrio, falta de força num membro ou lado do corpo, entre outros.

É uma doença que progride ou pode manter-se estável durante bastante tempo?
Existem várias formas de apresentação conhecidas. A mais frequente é a forma "surto-remissão", que numa fase mais tardia pode transformar-se em "secundária progressiva". Mais raramente a doença evolui sem surtos, sendo progressiva desde o inicio, e por isso denomina-se de forma primária progressiva. Porém, com as atuais alternativas terapêuticas a doença pode estabilizar sem sequelas ou com incapacidade mínima.

Quais são as limitações de um doente com Esclerose Múltipla?
Um doente com Esclerose Múltipla pode manter-se assintomático e sem quaisquer limitações. Classicamente, a doença produz limitações pelas alterações motoras, desequilíbrio da marcha, alteração de esfíncteres, diminuição da acuidade visual, alterações sexuais.

Existe cura?
Tal como na maioria das doenças crónicas, não existe cura. A estabilidade, por vezes até sem sintomatologia ou incapacidade, é possível, mantendo um estilo de vida saudável e a medicação de forma regular.

Há predisposição genética?
Existem casos raros hereditários. Quanto à predisposição genética, a presença de casos numa mesma família sugere suscetibilidade genética. No entanto, esta suscetibilidade só desenvolve doença se houve uma conjunção de múltiplos fatores genéticos e ambientais. Ou seja, a probabilidade de dois elementos da mesma família desenvolverem Esclerose Múltipla existe, mas é muito baixa. A probabilidade no caso de um filho concebido por dois indivíduos com história familiar da doença já é mais elevada.

Quantos casos, em média, existem em Portugal?
Um estudo recente estima que existam cerca de 54 casos de Esclerose Múltipla em 100 mil habitantes.

Em que consiste o tratamento deste tipo de doença?
O tratamento consiste na modulação da imunidade de forma a diminuir a inflamação no sistema nervoso central, a atrofia subjacente ao processo e, em ultima analise, diminuição dos surtos e incapacidade do individuo. Existem atualmente disponíveis alternativas injetáveis, constituindo fármacos com maior segurança (menos efeitos secundários) que têm uma eficácia que permite que sejam recomendados como tratamento de primeira linha. Quando, apesar destes, a doença se mantém ativa, recomenda-se a passagem para os medicamentos de segunda linha, com menor segurança mas maior eficácia e controlo de doença, através de um injetável endovenoso mensal e o outro oral.

O que pode o doente fazer no dia a dia para ajudar a combater a progressão da doença?
Tal como a restante população, deve manter uma vida saudável, evitar os excessos e procurar ser feliz. Em particular, por ser portador de uma doença crónica, deve manter uma adesão rigorosa ao plano terapêutico decidido em conjunto com neurologista assistente e procurar apoio sempre que novos sintomas apareçam.

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