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2 de dezembro de 2012

Dietas - Porque falham?

domingo, dezembro 02, 2012
Dietas não faltam e, se as receitas diferem, na maioria das vezes a promessa é a mesma: uma perda rápida e permanente dos quilos em excesso. Algumas pessoas já experimentaram uma ou mais e até sabem que a sua eficácia vai do discutível ao perigoso. Irei escrever uma série de artigos sobre as dietas, onde se explica o sucesso e o fracasso de muitas delas.
Quando se perde peso através de métodos desequilibrados, ignorando as regras elementares da fisiologia, a recuperação de peso é rápida. Os resultados de uma dieta dependem, por um lado, da sua natureza, do rigor com que é levada a cabo e a duração. Por outro, da constituição física, dos hábitos alimentares e do modo de vida da pessoa que a segue.

Alguns conselhos prévios
A maioria dos peso perdido no inicio de uma dieta não resulta da queima de gordura. Por isso, os métodos que garantem uma redução de cinco quilos na primeira semana, como uma perda equivalente de gordura são enganosos.

Para perceber melhor este facto, observe uma pequena demonstração aritmética. É necessário queimar 9000 calorias para eliminar 1 quilo de gordura. Portanto, é preciso gastar 45000 calorias para perder 5 quilos de gordura por semana, o que corresponde a cerca de 6500 calorias por dia. A maioria das dietas reduz o consumo energético entre 500 a 1000 calorias por dia. Assim, não é possível que uma redução espectacular de peso seja provocada pelo desaparecimento de gordura. Por isso, desconfie deste tipo de promessas.

A primeira reacção de um corpo submetido a uma dieta de emagrecimento é utilizar e esgotar a energia disponível Essa energia não é a gordura, mas o glicogénio, geralmente esquecido pelos manuais de dietas milagrosas. Na prática, trata-se de uma forma de glucose em solução aquosa que existe nos músculos e no fígado. No corpo humano há cerca de 3,5 quilos de glicogénio. É necessária muito menos energia - a relação é de 4 para 9 - para eliminar 1 quilo de hidratos de carbono, do que para eliminar a mesma quantidade de gorduras. A acentuada perda de peso no inicio da dieta, sobretudo numa hiperproteica e pobre em hidratos de carbono, resulta da eliminação de água e de glicogénio.

Com certeza agora estão a pensar que quando as reservas de glicogénio se esgotam, são as gorduras a fornecer a energia necessária ao funcionamento do corpo. Basta, pois, um pouco de paciência para a água e o glicogénio serem eliminados e os tecidos adiposos começarem a derreter. Errado! A falta de glicogénio desencadeia o mecanismo da fome e reduz o nível de açúcar no sangue. Isto provoca um estado de fraqueza, depressão, instabilidade e cansaço. A melhor maneira de ficar obcecado pela comida é iniciar uma dieta. Mas agora devem pensar que se resistirmos, as gorduras têm de começar a derreter em algum momento. É verdade, mas, até chegar a esse ponto, o corpo vai recorrer a outros mecanismo.

O organismo é uma máquina fantástica. Uma vez agredido, defende-se. Para se adaptar à dieta de emagrecimento, além da queima de glicogénio e da libertação de uma parte de água, elimina os tecidos que lhe são menos úteis Quando lhe falta alimento, a gordura é o que lhe permite resistir. Portanto, começa pelos tecidos adiposos e, em particular, as proteínas que compõem os músculos Essa perda será tanto mais importante quanto mais inativa for a pessoas antes da dieta. Só mais tarde, cerca de duas semanas depois, o corpo começa a proteger os tecidos não adiposos e a queimar gorduras.

No inicio da dieta, são as pessoas fisicamente ativas que se livram da gordura de forma mais eficaz. É o que acontece com os atletas que podem perder, em vésperas de uma competição, vários quilos de gordura. Porém, a maior parte das pessoas que seguem dietas de emagrecimento não são pugilistas nem judocas, e, quando subvertem os seus hábitos, o corpo molda-se: elimina primeiro aquilo que elas não usam habitualmente, ou seja, os músculos.

Com a maioria das dietas drásticas corre-se o risco de enfraquecer o organismo e de provocar uma redução dos gastos energéticos. Nestes casos, o metabolismo armazena um máximo de gordura. Seguir uma dieta revela-se, por vezes, a melhor forma de uma pessoa pouco dinâmica poupar ainda mais energia e criar, assim, as condições ideais para engordar.

1 de dezembro de 2012

Como combater a Celulite?

sábado, dezembro 01, 2012
A verdadeira celulite, no sentido médico do termo, é uma inflamação do tecido subcutâneo que altera a superfície da pele. Torna-a vermelha, luzidia e dura. O termo designa também uma tumefação do tecido adiposo alojado sob a pele, em certas zonas do corpo, nomeadamente no ventre e na parte superior das coxas. A tumefação destes tecidos confere à pele um aspeto característico, semelhante à casca de laranja.

A celulite tem sido muito estudada. Atualmente, aceita-se que esta gordura normal deixa de o ser quando se torna excessiva. As hormonas femininas parecem ser o agente multiplicador. A partir da puberdade, os estrogénios determinam a repartição e o enchimento das células adiposas nas ancas e nas coxas. Segundo os especialistas, essa gordura constitui uma característica eminentemente sexual da mulher.
As transformações hormonais na adolescência  na gravidez e na menopausa modificam o volume das células adiposas. Além disso, uma parte da água retida pelo corpo durante os dias que antecedem os períodos menstruais concentra-se nessas células e asfixia, gradualmente, os tecidos. Essa gordura ginoide (de mulher), perfeitamente normal, resiste a todos os tratamentos. Nenhuma dieta a pode eliminar! Este facto ficou provado em circunstancias dramáticas quando, em 1945, as deportadas dos campos de concentração foram libertadas. Apesar da sua magreza, elas continuavam a ter gordura ginoide nas ancas.

O sedentarismo também acelera o engrossamento da parte superior das coxas. Ficar oito horas por dia sentada atrás de uma secretária, com todos os músculos relaxados, entorpece a circulação e a oxigenação dos tecidos e favorece a formação de gordura excedentária. Pelo contrário, nenhuma desportista de alto nível tem celulite.

E porque, quando não há explicações concretas, é sempre confortável incriminá-lo, parece que o stress também aumenta a formação de celulite. Uma coisa é certa, esse excesso de gordura não é devido a qualquer disfunção do fígado ou dos rins, nem à acumulação de toxinas ou de quaisquer outros resíduos.

Soluções?
Existe uma grande variedade de propostas, mas nem todas são eficazes. Na realidade, tudo leva a crer que os tratamentos ditos locais sejam uma utopia.
A única forma de perder alguns centímetros na silhueta é "derreter" a gordura proveniente dos alimentos que se instalou sobre a gordura ginoide. Em seguida, e acima de tudo, é preciso modificar o estilo de vida. Isto é, beber muita água, assegurar um trânsito intestinal perfeito, à base de fibras e sem laxativos, e fazer exercício físico.

Adelgaçar as ancas é uma tarefa muito difícil  É mais simples impedir que a gordura se instale, mas isso exige um estilo de vida saudável. Há que assinalar que 20 a 30% do peso total das mulheres está acumulado nos compartimentos adiposos. Nos homens, estes valores descem para 15 a 20%. Nesse ponto, convém salientar que os padrões de beleza impostos pela moda são um absurdo. Aliás, já alguém afirmou que a celulite "não é uma patologia, mas um fenómeno de civilização".

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