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2 de dezembro de 2012

Dietas - Porque falham?

domingo, dezembro 02, 2012
Dietas não faltam e, se as receitas diferem, na maioria das vezes a promessa é a mesma: uma perda rápida e permanente dos quilos em excesso. Algumas pessoas já experimentaram uma ou mais e até sabem que a sua eficácia vai do discutível ao perigoso. Irei escrever uma série de artigos sobre as dietas, onde se explica o sucesso e o fracasso de muitas delas.
Quando se perde peso através de métodos desequilibrados, ignorando as regras elementares da fisiologia, a recuperação de peso é rápida. Os resultados de uma dieta dependem, por um lado, da sua natureza, do rigor com que é levada a cabo e a duração. Por outro, da constituição física, dos hábitos alimentares e do modo de vida da pessoa que a segue.

Alguns conselhos prévios
A maioria dos peso perdido no inicio de uma dieta não resulta da queima de gordura. Por isso, os métodos que garantem uma redução de cinco quilos na primeira semana, como uma perda equivalente de gordura são enganosos.

Para perceber melhor este facto, observe uma pequena demonstração aritmética. É necessário queimar 9000 calorias para eliminar 1 quilo de gordura. Portanto, é preciso gastar 45000 calorias para perder 5 quilos de gordura por semana, o que corresponde a cerca de 6500 calorias por dia. A maioria das dietas reduz o consumo energético entre 500 a 1000 calorias por dia. Assim, não é possível que uma redução espectacular de peso seja provocada pelo desaparecimento de gordura. Por isso, desconfie deste tipo de promessas.

A primeira reacção de um corpo submetido a uma dieta de emagrecimento é utilizar e esgotar a energia disponível Essa energia não é a gordura, mas o glicogénio, geralmente esquecido pelos manuais de dietas milagrosas. Na prática, trata-se de uma forma de glucose em solução aquosa que existe nos músculos e no fígado. No corpo humano há cerca de 3,5 quilos de glicogénio. É necessária muito menos energia - a relação é de 4 para 9 - para eliminar 1 quilo de hidratos de carbono, do que para eliminar a mesma quantidade de gorduras. A acentuada perda de peso no inicio da dieta, sobretudo numa hiperproteica e pobre em hidratos de carbono, resulta da eliminação de água e de glicogénio.

Com certeza agora estão a pensar que quando as reservas de glicogénio se esgotam, são as gorduras a fornecer a energia necessária ao funcionamento do corpo. Basta, pois, um pouco de paciência para a água e o glicogénio serem eliminados e os tecidos adiposos começarem a derreter. Errado! A falta de glicogénio desencadeia o mecanismo da fome e reduz o nível de açúcar no sangue. Isto provoca um estado de fraqueza, depressão, instabilidade e cansaço. A melhor maneira de ficar obcecado pela comida é iniciar uma dieta. Mas agora devem pensar que se resistirmos, as gorduras têm de começar a derreter em algum momento. É verdade, mas, até chegar a esse ponto, o corpo vai recorrer a outros mecanismo.

O organismo é uma máquina fantástica. Uma vez agredido, defende-se. Para se adaptar à dieta de emagrecimento, além da queima de glicogénio e da libertação de uma parte de água, elimina os tecidos que lhe são menos úteis Quando lhe falta alimento, a gordura é o que lhe permite resistir. Portanto, começa pelos tecidos adiposos e, em particular, as proteínas que compõem os músculos Essa perda será tanto mais importante quanto mais inativa for a pessoas antes da dieta. Só mais tarde, cerca de duas semanas depois, o corpo começa a proteger os tecidos não adiposos e a queimar gorduras.

No inicio da dieta, são as pessoas fisicamente ativas que se livram da gordura de forma mais eficaz. É o que acontece com os atletas que podem perder, em vésperas de uma competição, vários quilos de gordura. Porém, a maior parte das pessoas que seguem dietas de emagrecimento não são pugilistas nem judocas, e, quando subvertem os seus hábitos, o corpo molda-se: elimina primeiro aquilo que elas não usam habitualmente, ou seja, os músculos.

Com a maioria das dietas drásticas corre-se o risco de enfraquecer o organismo e de provocar uma redução dos gastos energéticos. Nestes casos, o metabolismo armazena um máximo de gordura. Seguir uma dieta revela-se, por vezes, a melhor forma de uma pessoa pouco dinâmica poupar ainda mais energia e criar, assim, as condições ideais para engordar.

1 de dezembro de 2012

Como combater a Celulite?

sábado, dezembro 01, 2012
A verdadeira celulite, no sentido médico do termo, é uma inflamação do tecido subcutâneo que altera a superfície da pele. Torna-a vermelha, luzidia e dura. O termo designa também uma tumefação do tecido adiposo alojado sob a pele, em certas zonas do corpo, nomeadamente no ventre e na parte superior das coxas. A tumefação destes tecidos confere à pele um aspeto característico, semelhante à casca de laranja.

A celulite tem sido muito estudada. Atualmente, aceita-se que esta gordura normal deixa de o ser quando se torna excessiva. As hormonas femininas parecem ser o agente multiplicador. A partir da puberdade, os estrogénios determinam a repartição e o enchimento das células adiposas nas ancas e nas coxas. Segundo os especialistas, essa gordura constitui uma característica eminentemente sexual da mulher.
As transformações hormonais na adolescência  na gravidez e na menopausa modificam o volume das células adiposas. Além disso, uma parte da água retida pelo corpo durante os dias que antecedem os períodos menstruais concentra-se nessas células e asfixia, gradualmente, os tecidos. Essa gordura ginoide (de mulher), perfeitamente normal, resiste a todos os tratamentos. Nenhuma dieta a pode eliminar! Este facto ficou provado em circunstancias dramáticas quando, em 1945, as deportadas dos campos de concentração foram libertadas. Apesar da sua magreza, elas continuavam a ter gordura ginoide nas ancas.

O sedentarismo também acelera o engrossamento da parte superior das coxas. Ficar oito horas por dia sentada atrás de uma secretária, com todos os músculos relaxados, entorpece a circulação e a oxigenação dos tecidos e favorece a formação de gordura excedentária. Pelo contrário, nenhuma desportista de alto nível tem celulite.

E porque, quando não há explicações concretas, é sempre confortável incriminá-lo, parece que o stress também aumenta a formação de celulite. Uma coisa é certa, esse excesso de gordura não é devido a qualquer disfunção do fígado ou dos rins, nem à acumulação de toxinas ou de quaisquer outros resíduos.

Soluções?
Existe uma grande variedade de propostas, mas nem todas são eficazes. Na realidade, tudo leva a crer que os tratamentos ditos locais sejam uma utopia.
A única forma de perder alguns centímetros na silhueta é "derreter" a gordura proveniente dos alimentos que se instalou sobre a gordura ginoide. Em seguida, e acima de tudo, é preciso modificar o estilo de vida. Isto é, beber muita água, assegurar um trânsito intestinal perfeito, à base de fibras e sem laxativos, e fazer exercício físico.

Adelgaçar as ancas é uma tarefa muito difícil  É mais simples impedir que a gordura se instale, mas isso exige um estilo de vida saudável. Há que assinalar que 20 a 30% do peso total das mulheres está acumulado nos compartimentos adiposos. Nos homens, estes valores descem para 15 a 20%. Nesse ponto, convém salientar que os padrões de beleza impostos pela moda são um absurdo. Aliás, já alguém afirmou que a celulite "não é uma patologia, mas um fenómeno de civilização".

30 de novembro de 2012

O que é o Colesterol?

sexta-feira, novembro 30, 2012
O colesterol é essencial para o funcionamento do organismo. Circula no sangue e faz parte do revestimento das paredes das células  entrando também na produção de algumas hormonas e da vitamina D. Uma vez que a maior parte do colesterol necessário ao nosso corpo é produzida pelo fígado, a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas é uma fonte adicional; logo, é importante moderar o seu consumo.
Ingerir alimentos com colesterol HDL reduz os níveis do Colesterol mau (LDL)
Rever a alimentação e fazer exercício é o tratamento recomendado para baixar o colesterol. Atualmente, há muitos produtos anticolesterol à venda. É o caso dos iogurtes e margarinas enriquecidos com esteróis e estanóis vegetais, duas substâncias que impedem a concentração de colesterol no sangue. Estes devem ser utilizados apenas como complemento da dieta. De outra forma, estará a desperdiçar dinheiro, pois são caros.

29 de novembro de 2012

O que são as Fibras?

quinta-feira, novembro 29, 2012
As fibras ou substâncias não assimiláveis, não são nutrientes, mas, graças a elas, as outras substâncias energéticas ou vitamínicas são encaminhadas para o aparelho digestivo e digeridas pelo organismo. As fibras devem, portanto, fazer parte de uma alimentação equilibrada. As recomendações inclinam-se para o consumo diário mínimo de 25 gramas.
As fibras podem ser solúveis ou insolúveis  As primeiras estão na frita e nos legumes, têm uma grande capacidade de absorver água e saciam o apetite. Ao mesmo tempo, mantém o intestino saudável, porque fermentam quando chegam ao cólon devido à acção das bactérias da flora intestinal. As insolúveis existem em abundância nos cereais integrais e têm a missão de regular o trânsito intestinal. Ambos os tipos de fibras estimulam os movimentos do intestino. Beber muita água e comer fibras são, portanto, duas armas eficazes contra a prisão de ventre.

Em paralelo, estas contribuem para a manutenção do peso, pois favorecem a mastigação, enchem o estômago e atrasam o seu esvaziamento. Ingeri-las com frequência reduz ainda a incidência do cancro do cólon, das doenças cardiovasculares e da diabetes, de acordo com alguns estudos.

28 de novembro de 2012

A Água

quarta-feira, novembro 28, 2012
Não sendo um nutriente, a água é vital. Sem alimentos sólidos, podemos sobreviver durante algumas semanas. Sem água, apenas dias. Por isso, dever ser prioridade nos nossos hábitos alimentares. O corpo humano tem mais de 60% de água, ou seja, esta constitui o componente fundamental das nossas células. Entre outras coisas, intervém na regulação térmica, na eliminação dos resíduos, na reparação dos tecidos e na elaboração das secreções digestivas. As pessoas que seguem dietas de emagrecimento sabem que a água desempenha um papel extremamente importante na luta diária contra a tentação e os quilos.
A água corre da nascente, é engarrafada, sai das torneiras, mas encontra-se, também, em quantidade mais ou menos significativas, nos frutos, nas hortaliças e noutros alimentos. Mas, seja qual for a sua origem, não fornece qualquer caloria.

27 de novembro de 2012

O que são sais minerais?

terça-feira, novembro 27, 2012
Os sais minerais catalisam e regularizam os processos de assimilação dos alimentos. O organismo necessita de cerca de 20, mas os principais são o cálcio, o sódio, o potássio e o ferro. O iodo e, em menor grau, o flúor, o zinco e o cobre também tem um papel importante. Uma alimentação variada garante o aporte adequado. Quando se adotam dietas pouco equilibradas, surgem carências que podem ser prejudiciais.
A mais comum é a anemia, por falta de ferro.
Um regime alimentar normal contém quantidades relativamente importantes de sal (ou cloreto de sódio), geralmente muito superiores às necessidade do organismo.. Por isso, não é necessário reforçar o seu consumo, exceto em casos de perdas elevadas de líquidos  relacionadas com transpiração excessiva, diarreia ou vómitos.
A Organização Mundial de Saude recomenda que o consumo diário de sal não exceda 5 gramas.

Cálcio
O cálcio é essencial para a formação dos ossos e dos dentes. É particularmente importante para as crianças, adolescentes, mulheres na menopausa e grávidas. Os lacticínios e as hortaliças de folhas verdes são os mais ricos neste mineral.

Ferro
O ferro é necessário para a produção de hemoglobina, cuja função é essencial para o transportes do oxigénio. A carne vermelha, a gema do ovo, o fígado e os runs são os alimentos mais ricos neste mineral.

Iodo
O iodo, em pequena quantidade, garante o bom funcionamento da glândula tiroide. Pode encontrar-se na água do mar, no peixe, nos crustáceos e no sal iodado. A sua carência leva ao aparecimento do bócio endémico.

Flúor
Os efeitos do flúor alimentar têm sido objecto de grande atenção. Os especialistas são unânimes em reconhecer-lhe qualidades na prevenção das cáries dentárias. Nas regiões onde é acrescentado, em quantidades mínimas, à gua da torneira, reduz-se o número de casos desta doença.

26 de novembro de 2012

O que são as vitaminas?

segunda-feira, novembro 26, 2012
Embora não tenham valor energético, as vitaminas são necessárias ao bom funcionamento e desenvolvimento do organismo. Salvo raras exceções, o nosso corpo não consegue sintetizá-las. Necessita, por isso, de as assimilar através da alimentação. Uma dieta variada e equilibrada fornece todas as necessárias.
Normalmente, as vitaminas são classificadas de acordo com as suas propriedades físicas e não segundo a composição química. Algumas são solúveis em água (hidrossolúveis), como a vitamina C e as do complexo B. Outras, nas gorduras (lipossolúveis), como as A, D, E e K. As necessidades variam com o clima e com a actividade da pessoa em questão. O seu teor nos alimentos altera-se com a temperatura, a natureza do solo, a forma de colheita, o modo de preparação, entre outros. Em todo o caso, é inútil e, por vezes, perigoso, recorrer a doses exageradas de vitaminas para complementar uma dieta de emagrecimento. Uma alimentação sã e variada é a melhor das prevenções.

25 de novembro de 2012

O que são as gorduras?

domingo, novembro 25, 2012
As gorduras, ou lípidos  são as reservas do organismo e fornecem energia sob uma forma muito concentrada, pois uma grama de lípidos corresponde a 9 calorias. Em média, garantem um terço da nossa ração calórica diária. Além desta função principal, as gorduras cumprem outras, nomeadamente o fornecimento das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K, bem como de ácidos gordos essenciais.
Conforme a sua estrutura química  distinguem-se as gorduras saturadas, monoinsaturadas e polinsaturadas.

Gorduras saturadas
As gorduras saturadas estão presentes nos alimentos de origem animal, como a carne, sobretudo a vermelha, a charcutaria e os lacticínios.
Consumi-las em excesso aumenta os níveis do mau colesterol (LDL) no sangue. Por isso, moderação é a palavra de ordem. A melhor forma de tornar estes alimentos menos gordos é retirar-lhes sempre a pele e as gorduras visíveis.
Gorduras Boas
Gorduras monoinsaturadas
As monoinsaturadas concentram-se nos alimentos de origem vegetal, embora também existam nalguns de proveniência animal. O azeite, por exemplo, é muito rico neste tipo de gordura. Ao contrário das saturadas, reduzem, ligeiramente, os níveis de mau colesterol e sobem os do bom, o que contribui para a saúde cardiovascular.

Gorduras polinsaturadas
Os ácidos gordos ómega 3 e ómega 6 sobressaem entre as gorduras polinsaturadas. Os primeiros reúnem os ácidos alfalinolénico (ALA), eicosapentanoico (EPA) e docosa-hexanoico (DHA). O EPA e o DHA são considerados ácidos gordos altamente polinsaturados. Encontramo-los nos peixes gordos, como o salmão, o atum, a cavala ou as sardinhas. Os óleos de colza, noz e linho, assim como os géneros alimentares elaborados com eles, também contam com bastante ómega 3. A maioria dos óleos vegetais, sobretudo os de milho e de girassol, as margarinas produzidas a partir deles e os fritos oleaginosos contém ácidos gordos ómega 6. Nesta família  encontra-se ainda o ácido linoleico, um óleo essencial. Todos os ácidos citados atuam de forma muito positiva sobre o sistema cardiovascular. Os benefícios estendem-se ao sistema reprodutivo e à pele.
Gorduras trans
Há um ultimo conjunto de gorduras, chamadas trans, obtidas através de processos industriais e que apresentam uma configuração química especial. Formam-se quando os óleos são refinados, hidrogenados (solidificados) ou aquecidos a temperaturas elevadas. As matérias gordas utilizadas no fabrico de produtos de padaria, as bolachas ou os óleos de fritura reutilizados são bons exemplos de produtos com muitas gorduras trans. Estas são bastante agressivas para as veias e para as artérias.

29 de julho de 2012

O que são hidratos de carbono?

domingo, julho 29, 2012
Os hidratos de carbono ou glúcidos são o carburante do corpo. A sua função é fornecer energia. Como principal combustível das células, garantem ao organismo mais de metade dos seus recursos energéticos diários. Encontramo-los em alimentos como o pão, as massas, as batatas, as leguminosas secas ou o arroz. O mel, os doces, o açúcar de beterraba ou de cana e as guloseimas também fazem parte deste grupo.
São constituídos por cadeias de unidades mais simples, às quais chamamos açúcares. Devemos privilegiar os de tipo complexo, por serem compostos de cadeias longas que necessitam de mais tempo para serem digeridas e absorvidas, satisfazendo o organismo de forma mais duradoura. Recebem este nome, sobretudo, por causa do amido, que está presente em alimentos como a batata, o pão, a massa, o arroz ou as leguminosas.Pelo menos 45 por cento da ingestão diária de calorias deve advir dos hidratos de carbono, a maioria dos quais complexos.

Os hidratos de carbono de tipo simples, em contrapartida, são compostos por cadeias de açúcares muito pequenas, que são absorvidas rapidamente. A glucose e a frutose, ambas formadas por um unico grupo químico, são bons exemplos deste tipo e encontram-se nos frutos. A sacarose, presente na beterraba ou na cana-de-açúcar, é constituída por dois grupos quimicos. Finalmente, existem também as fibras, cadeias muito complexas que o nosso organismo não consegue assimilar, mas que desempenham um papel importante no transito intestinal.

Tal como as proteínas, 1 grama de hidratos de carbono produz 17 quilojoules e 4 quilocalorias. Da mesma forma, os hidratos de carbono consumidos em excesso transformam-se em gorduras, que se acumulam nos tecidos adiposos de reserva. O açúcar é o melhor exemplo de um alimento calórico puro e, infelizmente, o seu consumo por habitante aumentou nos últimos anos. Dos saquinhos de açúcar para o café pesam cerca de 16 gramas. Isso representa 16x4 quilocalorias, ou seja, 64 quilocalorias. Faça as contas: ao fim de um ano, atingem-se mais de 23 mil quilocalorias, isto é, um possível aumento de peso que ronda os 2 quilos.

O que são proteínas?

domingo, julho 29, 2012
As proteínas ou Prótidos são os tijolos do corpo humano. Constroem o organismo, elaboram, conservam e reparam os tecidos. As crianças e os adolescentes, em pleno crescimento, necessitam mais destes materiais de construção.

Trata-se de combinações de pequenas unidades, à base de azoto, designadas de aminoácidos. Estes associam-se entre si, num numero infinito de possibilidades, para formarem todas as proteínas presentes na natureza. No total, existem 20 aminoácidos, oito dos quais se denominam essenciais, porque não são sintetizados pelo organismo. Como o nosso corpo não os consegue produzir, temos de os encontrar nas proteínas fornecidas pela alimentação. Assim, as únicas indispensáveis são aquelas que contem este aminoácidos. Encontramo-las, principalmente, na carne, no peixe, no leite e seus derivados e nos ovos.
As proteínas de origem animal são consideradas de alto teor biológico pela excelente combinação de aminoácidos. Pelo contrário, as proteínas vegetais têm uma valor biológico médio ou baixo, por terem falta de um ou outro aminoácido essencial. As leguminosas, como as favas, o feijão, as lentilhas e, sobretudo, a soja, constituem a excepção. Esta última tem um valor biológico quase equivalente às proteínas de origem animal. Nessa qualidade, intervém na preparação de leite hipoalergénico para lactentes e na chamada carne vegetal.

Se classificarmos as proteínas em função do seu teor em aminoácidos, os ovos e o leite surgem em primeiro lugar, à frente do peixe, da carne, dos cereais, dos frutos frescos e dos oleaginosos (nozes, entre outros). O ideal para satisfazer as necessidades em proteínas é ingerir tanto as de origem animal como as vegetais.
Os aminoácidos são também necessários para a formação das hormonas e das enzimas. As primerias são agentes químicos produzidos pelas glandulas para provocar reacções ao nivel celular. Quanto às enzimas, estão presentes em todas as células para controlar a natureza dessas reações.

As proteínas são portadoras de energia. Um grama de proteinas produz 17 quilojoules (kJ) ou 4 quilocalorias (kcal).

29 de março de 2012

Períodos críticos da Obesidade - Meia-idade

quinta-feira, março 29, 2012
A redução da atividade física sem a correspondente adaptação alimentação é garantia de aumento de peso. Depois dos 40 ou 50 anos, é normal que o apetite diminua, mas é provável que o mesmo aconteça com a atividade física. Nesse caso, é preciso optar: comer menos ou mexer-se mais. Descobrir um meio de continuar ativo também resulta. Se anda habitualmente de automóvel, tente compensar essa inatividade através da prática de um desporto. Aliás, o próprio carro pode levá-lo a sítios magníficos que convidam à caminhada ou ao desporto ao ar livre.
Nas mulheres, a menopausa provoca alterações hormonais que, como vimos, têm influência no metabolismo. Nomeadamente, na transformação e assimilação das gorduras e açúcares, bem como nos centros cerebrais reguladores do apetite. Por vezes, observa-se também uma verdadeira fome de açúcar, à qual é difícil resistir. Infelizmente, ceder a este tipo de "capricho" pode criar um círculo vicioso. Tudo porque o excesso de açúcar desencadeia uma descarga de insulina que reduz o seu nível no sangue e conduz a um novo acesso de fome. O resultado é um crescente excesso de peso, cada vez mas difícil de contrariar.

28 de março de 2012

Períodos críticos da Obesidade - Gravidez

quarta-feira, março 28, 2012
Durante a gravidez, o peso da futura mamã pode aumentar entre sete e dez quilos. Tente não ultrapassar esta média, caso contrário será muito difícil perder o que ganhou a mais.
É importante vigiar a balança durante a gravidez e não ignorar o veredicto. Contudo, qualquer iniciativa para combater um eventual excesso, quer se trate de um tratamento ou de uma simples dieta, só deverá realizar-se sob aconselhamento médico.

27 de março de 2012

Períodos críticos da Obesidade - Depois do casamento

terça-feira, março 27, 2012
A sabedoria popular não se engana quando afirma que o casamento engorda, em especial, os homens. Este passo provoca grande mudança nos hábitos de vida, incluindo nos alimentares. Muitas mulheres ainda assumem a preparação da maioria das refeições. Por isso, passam muito tempo na cozinha e são confrontadas com a tentação de debicar. Os maridos, naturalmente mais caseiros do que os solteiros, acabam por comer mais do que antes do casamento.
Muito frequentemente, também fazem menos desporto e gastam menos energia e o casal deixa de se preocupar tanto com o seu aspeto físico.

26 de março de 2012

Períodos críticos da Obesidade - Adolescência

segunda-feira, março 26, 2012
Na puberdade, tanto nos rapazes como nas raparigas, a proporção de hormonas sexuais no organismo aumenta bruscamente. As hormonas femininas, sobretudo, têm tendência para aumentar o volume de gorduras do corpo.
Nesta fase, se as adolescentes comem mais do que o necessário, arriscam-se a ganhar peso e a mantê-lo. Os adultos que se tornam obesos durante a juventude são, normalmente, mas resistentes aos tratamentos para emagrecer. Pelo contrário, a silhueta modela-se melhor quando se perdem alguns quilos ou se mantém os níveis normais durante a adolescência.

25 de março de 2012

Períodos críticos da Obesidade - Infância

domingo, março 25, 2012
Todas as pessoas passam por períodos críticos, em que o risco de engordar é mais elevado. As estatísticas comprovam que, por exemplo, 20% das pessoas obesas são-no desde a infância. Outros 20% começam a sê-lo durante a adolescência. As mulheres engordam mais novas do que os homens, regra geral antes ou durante a puberdade, mas também quando engravidam.

A Infância
Costuma-se dizer que uma criança gorduchinha é saudável. Na verdade, a sua saúde está em risco, porque é mais vulnerável às constipações e à asma e pode sofrer deformações nas articulações das pernas. Além disso, tem grandes probabilidades de se tornar num adulto obeso. Deixar uma criança engordar é, provavelmente, condená-la a ter de lutar toda a vida para recuperar o controlo do seu peso.
Um adulto pode sentir-se bem com a sua corpulência, mas as crianças obesas têm tendência a sentirem-se marginalizadas. Acham-se diferentes dos outros, com quem não podem brincas com a mesma destreza.  Muito frequentemente, tornam-se motivo de chacota dos seus companheiros de brincadeira.

É difícil explicar porque é que umas crianças engordam e outras não. Sabe-se que a alimentação do bebé, durante os primeiros meses de vida, é extremamente importante. Diversos estudos demonstram que algumas crianças obesas têm um maior número de células adiposas e de dimensões superiores ao normal, pelo qual armazenam mais gordura.

Se uma criança é feliz, alegre e está manifestamente bem, não há qualquer motivo para preocupação. Contudo, é necessário que a curva do aumento de peso acompanhe o valor recomendado para a idade.

4 de março de 2012

Os perigos da obesidade - Perigos psicológicos

domingo, março 04, 2012
Um conflito psicológico pode causar um apetite exagerado ou a diminuição repentina do mesmo. Na relação entre a psique e a obesidade surge a mesma duvida que com a galinha e o ovo: Não se sabe qual deles aparece primeiro.
Antes de mais, saiba que o peso não tem qualquer influencia na inteligência. Churchill e Balzac, cada um no seu domínio, eram génios bem nutridos. Um estudo efetuado no Canadá estabelece que o quociente intelectual e as estruturas de personalidade de pessoas muito gordas também não se afastam muito da média da restante população.

Quanto à relação entre as características psíquicas e a obesidade, os dados são contraditórios e heterogéneos. Coloca-se a questão de saber se determinados sintomas são causa ou consequência da doença. Um psicólogo francês, Beaumont, observou algumas pessoas obesas e encontrou, sobretudos nos jovens, uma tendência para a depressão e para a melancolia. Os rapazes sofriam com a sua falta de agilidade e de destreza, o que os tornava motivo de troça para os colegas. As raparigas suportavam, além disso, a dificuldade em se afirmarem no domínio afetivo e sentimental. No adulto, à melancolia pode suceder uma visão otimista da vida. Beaumont descreve o adulto obeso como bonacheirão, calmo, expansivo, indulgente e conciliador. Propenso tanto para a alegria e os gracejos, como para a ternura e as lágrimas. Logo, com uma afetividade e uma emotividade mais à flor da pele do que a pessoa magra.

O psicólogo francês conclui que os quilos que ostentamos, ao influírem nas nossas relações com o que nos rodeia, se refletem de forma positiva ou negativa na nossa energia vital. Assim, um adolescente naturalmente expansivo e cheio de vitalidade pode, ao tornar-se obeso, ficar sombrio e perder dinamismo. Tais situações são capazes de gerar timidez ou complexos persistentes. Infelizmente, essas perturbações do comportamento por vezes permanecem mesmo que ocorra uma perda de peso. No entanto, regra geral, quem emagrece aprecia plenamente a mudança e afirma sentir-se mais novo e saudável. Portanto, em certos casos, há uma relação estreita entre a obesidade e algumas perturbações da personalidade.

28 de fevereiro de 2012

Os perigos da Obesidade - Perigos para a Saúde

terça-feira, fevereiro 28, 2012
Se não for tratada a tempo, a obesidade pode tornar-se perigosa para o organismo. Em última instância, perturba seriamente não só as pessoas que dela sofrem como as que lhe são mais próximas.
Os perigos para a Saúde
De uma forma geral, a obesidade diminui as defesas do organismo e predispõe para certas doenças.

  • Os obesos precisam de mais energia para respirar devido à quantidade de gordura acumulada no corpo. Por isso, o coração trabalha em excesso e dilata-se. Daí o risco de doenças cardiovasculares, de aumento da tensão arterial e de batimentos irregulares. Nos obesos, o nível de colesterol no sangue também pode aumentar. Arriscam-se, mais do que as outras pessoas, a sofrer de aterosclerose. Estatisticamente, um quarto das doenças do coração e dos vasos sanguíneos está, direta ou indiretamente, ligado à obesidade.
  • O aumento de peso perturba as articulações, pois estas têm de trabalhar sob uma tensão acrescida. É por isso que os indivíduos obesos estão muito sujeitos a complicações de tipo reumatismal, nomeadamente ao nível das ancas, dos joelhos e dos tornozelos. Como, para além disso, fazem pouco exercício, os problemas de coluna instalam-se facilmente.
  • Nas mulheres, o excesso de gordura parece afetar o equilíbrio hormonal entre o estrogénio e a progesterona e perturbar, assim, o ciclo menstrual. Em última instância, isso pode levar à infertilidade. As obesas sofrem também de complicações durante a gravidez. Apesar destes riscos, não é aconselhável às grávidas começarem uma dieta por sua própria iniciativa nem automedicarem-se para controlar o peso. Por norma, os obstetras vigiam o aumento do peso das gestantes (não deve ultrapassar os 10 quilos) e dão os conselhos adequados.
  • De acordo com alguns estudos, a obesidade pode aumentar o risco de cancro da vesícula biliar, da mama, do útero, no caso das mulheres. Nos homens, pode ter maior influência no cancro do reto e da próstata. Outras investigações revelam que as pessoas obesas são mais vulneráveis à diabetes tipo 2.

26 de fevereiro de 2012

A obesidade e outras perturbações alimentares

domingo, fevereiro 26, 2012
Os aspectos psicológicos podem desempenhar, no processo que conduz à obesidade, um papel tão importante como os critérios que mencionamos nos anteriores artigos. Por isso, é preciso tê-los em conta ao definir o tratamento.
A falta de auto-estima ou de disciplina são apenas alguns dos motivos que dificultam a perda de peso. Os factores psicológicos estão na origem de perturbações alimentares como o comportamento de restrição/compulsão. Neste caso, o recurso a medicamentos ou a dietas objectivas nem sempre é a melhor opção.

Existem também outras verdadeiras doenças do comportamento alimentares, como a bulimia e a anorexia.
A bulimia manifesta-se, com maior frequência, nas adolescentes. Caracteriza-se pela ingestão compulsiva de uma grande quantidade de  alimentos. Na maioria das vezes, trata-se de crises que correspondem a fases de ansiedade, seguidas de medo de não conseguir parar. Para não engordarem, muitos bulimicos acabam por provocar o vómito ou recorrer a laxantes e a diuréticos. A única forma de vencerem esta doença e de se reconciliarem consigo próprios passa pelo apoio psicológico e por uma profunda mudança do comportamento alimentar. Nada disto é fácil.
A anorexia afeta mais as mulheres jovens e caracteriza-se  por um medo extremo de se ficar obeso, mesmo quando se está muito abaixo do peso recomendado. Os anoréticos têm uma imagem distorcida do seu próprio corpo e uma baixa autoestima. No subgrupo da anorexia bulimica, os doentes obrigam-se a vomitar e abusam dos medicamentos diuréticos, laxativos e anorexígenos (inibidores de apetite). Isso pode provocar uma redução considerável da massa muscular, perturbações da função cardíaca, anemias e, em casos extremos, a morte por caquexia (perturbação profunda de todas as funções orgânicas).

Tanto na bulimia como na anorexia, o tratamento tem que ser simultaneamente psicoterapêutico e dietético. A cura só se obtém com muita paciência. Até porque alguns doentes recusam, obstinadamente, reconhecer a gravidade do seu estado. A hospitalização torna-se necessária quando a subnutrição atinge valores dramáticos e põe a vida em perigo. O apoio da família e das pessoas mais próxima é fundamental. Se suspeitar de que uma pessoa sobre de anorexia ou de bulimia, aconselhe-se com o médico de família ou recorra a um psicólogo ou até mesmo ao hospital mais  próximo, onde será encaminhado para o serviço adequado.


21 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - Os hábitos alimentares

terça-feira, fevereiro 21, 2012
A par das causas que analisamos no artigo anterior, existem factores externos capazes de conduzir à obesidade: comer em excesso, ingerir bebidas alcoólicas em demasia, ter uma alimentação desequilibrada, não fazer exercício físico, entre outros.

A gordura forma-se a partir dos alimentos. Na vida de uma pessoa obesa, houve forçosamente um momento em que a quantidade de comida ingerida foi superior à energia queimada pelo organismo.
Basta um excesso de 200 quilocalorias por dia, todos os dias, para provocar um aumento de sete quilos por ano. Um acréscimo calórico que corresponde, por exemplo, a 50 gramas de pão e 10 gramas de manteiga.
Há muitas razões para comer demasiado. A criança que os pais querem ver rechonchuda, o adolescente que encontra na comida uma compensação afectiva, o adulto que antevê nos prazeres da mesa satisfações que não tem noutros aspectos da vida são três exemplos. Estas atitudes desestabilizam o centro regulador do apetite. Uma vez enraizados os maus hábitos, é difícil acabar com eles.

Comer demais é uma causa possível de obesidade, mas alimentar-se mal, por gulodice, desleixo ou ignorância, também o é. Depois de analisar os hábitos alimentares, conclui-se que muitos obesos que não comem tanto quanto se supõe. Alguns até ingerem menos comida do que certas pessoas magras. O problema está, em regra geral, nos erros alimentares: demasiadas gorduras e açúcar, poucas proteínas ou fibras, e uma má repartição das refeições ao longo do dia.

Mude a sua alimentação!
Seja qual for o grau de obesidade, esta nasce da conjugação da predisposição interna com as tentações externas. Em proporções maiores ou menores, ambos os factores estão sempre presentes. É impossível engordar se não existir uma predisposição metabólica. De igual modo, não é normal ganhar peso sem uma alimentação excessiva.
Nestas condições, a perda de peso deve começar por um restabelecimento do metabolismo e por uma mudança de hábitos. Isso exige um esforço árduo e constante. A desregulação que culminou nos quilos a mais levou meses ou anos a desenvolver-se. É necessário muito tempo para percorrer o caminho inverso. Não acredite em pílulas milagrosas nem em vendedores de cápsulas extraordinárias. O conhecimento objectivo, o bom senso e a determinação são as melhores garantias de sucesso.

19 de fevereiro de 2012

As causas da Obesidade - A tendência

domingo, fevereiro 19, 2012
Não há duvida de que algumas pessoas têm tendência para engordar. Os principais responsáveis responsáveis são os factores hereditários: certos estudos genéticos identificaram um conjunto de genes que podem predispor para a obesidade. Porém, é necessário distinguir entre a verdadeira hereditariedade e as tradições psicodietéticas familiares, isto é, os hábitos alimentares em casa.
Nas famílias de obesos, come-se mais. Ora, as células adiposas formam-se durante a infância. Quanto mais uma criança come, maior quantidade dessas células origina. Mais tarde, elas estarão presentes e prontas para armazenar gordura.
A retenção de líquidos é um factor muitas vezes invocado pelas mulheres. O ciclo menstrual influencia a quantidade de liquido retido pelo corpo, mas apenas de forma temporária, imediatamente antes da menstruação. Portanto, durante esses dias, é normal que a dieta não faça qualquer progresso. Em nenhuma situação se deve diminuir a ingestão de líquidos, sobretudo de água, indispensável à eliminação dos produtos do catabolismo. Chamamos assim ao conjunto de reacções que degradam substâncias complexas para originar outras mais simples. Pelo contrário, o processo de formação de moléculas complexas a partir de moléculas simples designa-se por anabolismo.

Outras explicações para a obesidade baseiam-se em perturbações nervosas que modificam o ritmo de absorção e de utilização dos alimentos. Neste caso, a obesidade resultaria de uma tendência do organismo para acumular gorduras, sem nunca as utilizar como reserva.

Tal como acabamos de ver, as causas são múltiplas e as explicações não são unânimes. Apesar de existirem factores hereditários na obesidade, isso não significa que todos os filhos de obesos estejam condenados a esta doença. Contudo, é certo que devem ter muito mais cuidado do que as outras pessoas.

15 de fevereiro de 2012

A obesidade

quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Trata-se de uma doença e, como tal, é perigosa para a saúde. Pode afectar física e psicologicamente as pessoas que dela sofrem. Para simplificar, diremos que o aumento de volume do tecido adiposo se deve a fatores internos e externos. Os primeiros correspondem à famosa "tendência para engordar". A alimentação excessiva faz parte dos segundos.
Ambos os factores andam a par, mas um pode prevalecer sobre o outro. Nesses casos, fala-se de obesidade orgânica ou de obesidade alimentar.
Existem muitas ideias feitas sobre a doença. Por exemplo, é frequente ouvir-se afirmações como:
  • "a gravidez faz engordar e alguns medicamentos também";
  • "um desgosto de amor, um choque afectivo ou uma operação cirúrgica podem provocar um aumento de peso";
  • "a puberdade, a menopausa ou o casamento são períodos críticos, em que facilmente se ganham alguns quilos";
  • "deixar de praticar desporto ou de fumar engorda";
  • "nascer numa familia de obesos é estar condenado à obesidade".
Decerto, nenhuma destas expressões e/ou crenças populares lhe é desconhecida. provavelmente, não só as ouviu como já as repetiu. Algumas são falsas, outras verdadeiras e as restantes estão algures entre os dois pólos.

Nos seguintes artigos iremos falar detalhadamente de cada causa, esteja atento.

12 de fevereiro de 2012

A silhueta ideal

domingo, fevereiro 12, 2012
A alteração das proporções do corpo é, frequentemente, uma das consequências do aumento excessivo de peso. Aliás, uma pessoa que está mais ou menos satisfeita com o seu peso pode não o estar com a silhueta. Nesta caso, perder três ou quatro quilos não altera nada. Mais vale uma elegância musculada e firme do que uma magreza flácida e mole.
Quando se tenta emagrecer de acordo com os padrões de beleza das revistas de moda, pode-se atingir uma situação de desequilíbrio alimentar: faltam nutrientes indispensáveis, os músculos definham, a pele seca. Ou seja, fica-se menos atraente! É necessário ser-se razoável e aceitar o corpo, mesmo que não seja perfeito. O peso ideal é aquele com que nos sentimos em forma.

Há alguns anos, uma associação de consumidores do Reino Unido tentou descobrir a silhueta que as pessoas desejam ter. Interrogou 1600 indivíduos residentes naquele país entre os 16 e os 65 anos. Para isso, utilizou dois métodos. O primeiro pretendia descobrir as medidas cobiçadas. Para isso, perguntava-se aos inquiridos quais eram as suas medidas reais e, em seguida, era-lhes pedido para imaginarem as ideais.
As mulheres sonhavam com 91 centímetros para o busto, 66 centímetros para a cintura e 91 centímetros para as ancas. Em contrapartida, entre os homens nenhuma combinação foi particularmente popular.
O segundo método consistiu em apresentar duas séries de 12 fotografias, sendo uma masculina e uma feminina. Em cada um delas, o leque de escolha era suficiente para interessar à maioria. A silhueta masculina preferida foi a do homem musculado. A feminina foi a de perfil equilibrado e com a cintura bem marcada.

A clara unanimidade resulta, sem sombra de dúvida, mais de critérios estéticos do que médicos. A publicidade e a moda contribuem substancialmente para popularizar estes padrões, embora estes nem sempre sejam sinal de boa forma ou de saúde. Por isso, é importante distinguir a necessidade estética de emagrecer do seu verdadeiro motivo médico, a obesidade.

24 de janeiro de 2012

Qual a melhor balança para me pesar? Mecânica ou Electrónica?

terça-feira, janeiro 24, 2012
Muitas vezes este é um dilema para as pessoas que se querem pesar e saber o seu peso correcto. Será que uma balança electrónica é mais precisa que uma com ponteiros? A resposta é sim. As primeiras são ligeiramente mais precisas, mas também mais caras, pelo que as mecânica oferecem uma melhor relação entre a qualidade e o preço.


Ao fazer a sua escolha, opte por um modelo estável, com pés de apoio em borracha e plataforma antiderrapante. Verifique se o visor é suficientemente grande e de fácil leitura, se há um bom contraste entre as marcações e se não existem reflexos. A carga máxima deve ser, pelo menos, de 120 quilos.

22 de janeiro de 2012

A sentença da Balança

domingo, janeiro 22, 2012
O controlo regular do peso permite-lhe saber quando convém vigiar a alimentação ou tomar medidas drásticas. Para isso, tem de comprar os quilos actuais com os de referência, ou seja, aqueles que o fazem sentir-se em boa forma física e satisfeito com a sua silhueta.

Actualmente, o IMC é considerado uma das melhores fórmulas. Trata-se de um índice publicado e recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Como vimos no artigo anterior, calcula-se ao dividir o peso, expresso em quilos, pelo quadrado da altura, em metros. Através do valor obtido, fica a saber se está demasiado magro, se o seu peso está dentro dos parâmetros de referencia ou se está em excesso. Neste caso, pode ainda verificar se tem apenas uns quilinhos a mais ou se é obeso. O intervalo tem em conta a estrutura muscular e óssea. Existem pessoas de ossatura robusta que ultrapassam o peso considerado normal sem que, por isso, sejam consideradas obesas.
Aqueles que ainda se encontram aquém do limite critico no IMC, mas continuam a ganhar peso, devem agir de imediato. É mais fácil modificar os hábitos alimentares a tempo do que perder quilos supérfluos.

Estabelecer o peso de referencia como meta é importante, sobretudo para os jovens. no caso das pessoas idosas, é aceitável um peso com o qual se sintam bem, mesmo que seja um pouco mais elevado. Sempre na condição de que se mantenha estável.
Quilos bem medidos
Utilize sempre a mesma balança e coloque-a numa superfície firma e plana. Um chão irregular ou um tapete podem falsear os resultados.
Verifique se está regulada para o zero. Depois, siga os seguintes conselhos:

  • Pese-se sempre à mesma hora, se possível nu ou em roupa interior;
  • Ponha os pés na plataforma da balança, de forma a que o peso esteja repartido, não faça pressão nos calcanhares nem nos dedos e mantenha-se imóvel até confirmar o peso no visor;
  • Se necessário, verifique o rigor do valor indicado, pesando alguns pacotes de farinha ou de açúcar. No entanto, em caso de erro, o mais provável é que a diferença não seja constante. Portanto, não basta ter em conta a diferença (somando ou subtraindo um quilo, por exemplo) para obter um resultado exacto;
  • Lembre-se que ao acordar terá o peso mais baixo do dia.

13 de janeiro de 2012

Como medir o excesso de peso?

sexta-feira, janeiro 13, 2012
A batalha travada contra os quilos a mais, raramente termina numa vitória definitiva. Os que, penosamente, são eliminados na primavera voltam, muito frequentemente, com o outono. A luta é árdua, mas sucesso é possível, por isso estamos aqui para o ajudar.

É importante conhecer o seu peso ideal e compará-lo com os valores recomendáveis. Existem várias formas de medir o excesso de peso e inúmeras tabelas de equivalência entre o peso e altura. A maneira mais fácil de medir o risco de obesidade intra-abdominal, a mais patológica, é através da medição do perímetro da cintura. As mulheres estão em risco quando apresentam um valor acima de 80 centímetros. Mais de 88 representa muito risco. Nos homens, este cifra-se nos 94 e nos 102, respectivamente.

Avaliação mais prática é o Indice de Massa Corporal (IMC). O IMC indica se o seu peso está adaptado à sua altura. Calcula-se dividindo o seu peso (em quilos) pelo quadrado da altura (em metros, sem sapatos).
O IMC de referência ou normal situa-se entre os 18,5 e os 25, com ligeiras diferenças para homens e mulheres.
Já calculou o seu IMC? O valor alarmou-o?

11 de janeiro de 2012

O peso recomendável

quarta-feira, janeiro 11, 2012
Desde há muito que o excesso de peso é considerado um fator de morte prematura. Cardiologistas, endocrinologistas, reumatologistas, ginecologistas, entre outros, explicam-nos que, ao emagrecer, corremos menos riscos de sofrer um enfarte e estamos menos sujeitos a reumatismo e à hipertensão. No caso das mulheres, também é mais fácil engravidar.


Segundo alguns estudos, algumas mulheres imaginam-se mais gordas do que realmente são. Estima-se que três em cada cinco portugueses consideram-se muito gordos quando se olham ao espelho. A barriga, as ancas, as nádegas, as coxas, as pernas (e o peito, nas mulheres) são as partes do corpo que menos agradam, tanto aos adultos como aos adolescentes, e que causam ansiedade. É essencial que cada pessoa se aceite tal como é e se veja ao espelho sem disfarces nem falso pudor. Seja realista: o mais importante é gostar de si próprio. Até porque o corpo perfeito não existe.

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